É normal tirar uma verruga e ela voltar?
Sim, pode acontecer. Muitas pessoas se perguntam: é normal tirar uma verruga e ela voltar? A resposta é que a recidiva não é desejada, mas é relativamente comum em alguns tipos de verrugas, principalmente nas verrugas plantares, periungueais, múltiplas, antigas ou resistentes aos tratamentos convencionais.
As verrugas são causadas pelo HPV, o papilomavírus humano. Esse vírus infecta a pele e pode permanecer nas células ao redor da lesão mesmo depois de um tratamento aparentemente bem-sucedido. Além disso, a eliminação definitiva do HPV depende muito da resposta imunológica do próprio paciente.
Por isso, algumas verrugas desaparecem com tratamentos simples, enquanto outras voltam várias vezes, resistem à crioterapia, eletrocoagulação, ácidos, pomadas, laser ou procedimentos cirúrgicos.
Quando a verruga volta, o mais importante é não insistir em tratamentos caseiros agressivos. O ideal é confirmar o diagnóstico, avaliar o tipo de verruga, a localização, o número de lesões e escolher uma estratégia mais precisa.
Por que as verrugas voltam?
As verrugas voltam porque o tratamento pode remover a parte visível da lesão, mas nem sempre elimina todas as células infectadas pelo HPV. Além disso, o vírus pode estar presente na pele ao redor, em pequenas áreas que ainda não são visíveis.
O HPV pode persistir na pele
O HPV infecta principalmente as camadas superficiais da pele. Em muitos casos, o sistema imunológico reconhece o vírus e elimina a infecção com o tempo. No entanto, o HPV consegue escapar parcialmente das defesas do organismo.
Por isso, mesmo depois de remover uma verruga, pode haver persistência viral local. Com o passar das semanas ou meses, a lesão pode reaparecer no mesmo ponto ou próxima à área tratada.
Algumas áreas são mais difíceis de tratar
Verrugas nas plantas dos pés, ao redor das unhas, embaixo das unhas e nas mãos podem ser mais resistentes. Isso acontece porque essas regiões sofrem pressão, atrito, trauma repetido e têm pele mais espessa.
Nas verrugas plantares, por exemplo, o paciente pisa sobre a lesão todos os dias. Isso pode dificultar a penetração de medicamentos e favorecer persistência.
Nas verrugas periungueais, a proximidade com a matriz da unha exige cuidado. Tratamentos muito agressivos podem deformar a unha, mas tratamentos superficiais demais podem não resolver.
O tratamento pode ter sido superficial
Algumas verrugas parecem pequenas por fora, mas podem ser mais profundas ou ter extensão lateral. Se o tratamento remove apenas a parte elevada, a base da verruga pode permanecer.
Isso é comum quando a lesão é lixada, cortada superficialmente ou tratada com produtos irritantes sem orientação médica.
Pode haver reinfecção ou autoinoculação
O HPV pode se espalhar na própria pele, principalmente quando há microtraumas, manipulação, coçadura, hábito de cutucar ou retirada inadequada da lesão.
Assim, a verruga pode “voltar” no mesmo local ou aparecer em áreas próximas, dando a impressão de que o tratamento não funcionou.
A imunidade do paciente influencia muito
A resposta imune celular é fundamental para controlar o HPV. Por isso, pessoas com imunidade reduzida podem ter verrugas mais numerosas, persistentes e recidivantes.
Isso pode ocorrer em pacientes transplantados, pessoas em uso de imunossupressores, pacientes com HIV, doenças hematológicas, algumas doenças autoimunes, imunodeficiências primárias ou uso de determinados medicamentos.
Além disso, mesmo pessoas sem doença imunológica evidente podem apresentar verrugas resistentes.
O que significa verruga recidivante ou recalcitrante?
Nem toda verruga que volta uma vez é um caso grave. Porém, quando a lesão persiste por muito tempo ou volta repetidamente, o dermatologista pode classificá-la como recalcitrante, recorrente ou resistente.
Verruga recorrente
A verruga recorrente é aquela que desaparece com tratamento, mas volta depois. Isso sugere que o vírus persistiu na pele ou que houve nova infecção local.
Quando isso acontece mais de uma vez, principalmente em curto intervalo, o caso merece uma estratégia mais completa.
Verruga recalcitrante
A verruga recalcitrante é aquela que não melhora apesar de tratamentos adequados. Alguns autores definem como verrugas que persistem por mais de 18 meses apesar de pelo menos duas modalidades terapêuticas aceitas.
Outros textos usam critérios como falha após vários ciclos de tratamento. Na prática clínica, o conceito mais importante é: verruga antiga, resistente, múltipla ou que volta com frequência precisa de avaliação individualizada.
Verruga extensa ou severa
Algumas verrugas não são apenas resistentes, mas também numerosas, grandes, espessas, dolorosas ou localizadas em áreas difíceis, como planta dos pés e ao redor das unhas.
Nesses casos, o tratamento pode exigir combinação de técnicas e acompanhamento por mais tempo.
O que devo fazer se o HPV voltar?
Se o HPV voltar em forma de verruga, o primeiro passo é confirmar se a lesão realmente é uma verruga. Nem todo “carocinho” na pele é HPV.
Algumas lesões podem imitar verrugas, como calos, ceratoses, pintas, queratoses seborreicas, carcinomas espinocelulares, doença de Bowen e outras alterações da pele. Portanto, o dermatologista precisa examinar a lesão, especialmente quando ela cresce, sangra, dói, muda rapidamente ou não responde ao tratamento.
Depois da confirmação, o médico avalia se vale repetir o tratamento anterior ou mudar a estratégia.
Em geral, quando uma verruga volta após tratamentos simples, pode ser necessário usar métodos mais profundos, combinar técnicas ou estimular a resposta imune do paciente.
Quando devo me preocupar com verruga que volta?
A maioria das verrugas cutâneas é benigna. No entanto, alguns sinais merecem atenção.
Procure dermatologista se a verruga cresce rápido, sangra, dói muito, forma ferida, muda de cor, aparece em grande número, fica ao redor ou embaixo da unha, compromete a pisada, volta repetidamente ou não melhora após vários tratamentos.
Também é importante procurar avaliação se o paciente usa imunossupressores, é transplantado, tem HIV, apresenta infecções de repetição, doenças hematológicas, histórico de câncer ou verrugas muito extensas desde a infância.
Nesses casos, além de tratar a pele, o médico pode considerar investigação da imunidade.
Verrugas que voltam podem indicar imunidade baixa?
Podem, mas nem sempre.
Muitas pessoas saudáveis têm verrugas resistentes. No entanto, verrugas muito numerosas, extensas, persistentes por anos, recorrentes ou associadas a outras infecções podem levantar suspeita de alteração imunológica.
A literatura reforça que verrugas recalcitrantes, principalmente quando múltiplas, extensas, persistentes ou acompanhadas de infecções bacterianas, virais ou fúngicas incomuns, podem justificar investigação.
Essa investigação pode incluir história clínica detalhada, avaliação de medicações, doenças associadas e exames laboratoriais. Em alguns casos, o dermatologista pode encaminhar o paciente para imunologista ou infectologista.
Quais são as melhores alternativas de cirurgia para verrugas?
Não existe uma “melhor cirurgia” para todas as verrugas. A melhor alternativa depende da localização, profundidade, número de lesões, risco de cicatriz, dor, idade do paciente, tratamentos anteriores e suspeita diagnóstica.
Apesar disso, algumas opções cirúrgicas e procedimentais são muito úteis em verrugas recidivantes.
Curetagem e eletrocoagulação
A curetagem com eletrocoagulação é uma opção muito usada para verrugas comuns e verrugas mais espessas. O médico anestesia a região, remove o tecido verrucoso e usa eletrocoagulação para destruir a base da lesão e controlar sangramento.
Essa técnica pode ser interessante quando a verruga é única, elevada, bem delimitada e resistente a tratamentos tópicos.
No entanto, ela precisa ser usada com cuidado em áreas como planta dos pés, ao redor das unhas e regiões de risco de cicatriz. Se a destruição for superficial demais, a verruga pode voltar. Se for agressiva demais, pode deixar cicatriz, dor ou alteração da pele.
Excisão cirúrgica
A excisão cirúrgica remove a verruga com bisturi. Ela pode ser considerada em lesões muito selecionadas, especialmente quando há dúvida diagnóstica e necessidade de enviar o material para exame anatomopatológico.
Porém, para verrugas comuns, a excisão não é sempre a primeira escolha, porque pode deixar cicatriz e ainda assim haver recidiva se o HPV persistir na pele ao redor.
Na planta do pé, a excisão deve ser indicada com muito critério, pois cicatrizes plantares podem causar dor ao caminhar.
Shaving ou remoção tangencial
O shaving remove a parte elevada da verruga de forma tangencial. Ele pode ser útil para reduzir volume, facilitar penetração de tratamentos e melhorar dor ou desconforto.
Em algumas situações, o shaving pode ser associado à eletrocoagulação, laser, ácido, imunoterapia ou medicamentos intralesionais.
Essa combinação costuma ser mais interessante do que apenas “raspar” a verruga, porque o objetivo não é só deixar a pele lisa, mas reduzir a carga viral e estimular controle local.
Laser de CO2
O laser de CO2 é uma alternativa para verrugas resistentes, especialmente quando o objetivo é vaporizar tecido infectado de forma precisa.
Ele pode ser útil em verrugas periungueais, plantares, comuns e recalcitrantes. No entanto, pode causar dor no pós-operatório, crostas, cicatriz, alteração de pigmentação e demora de cicatrização, dependendo da profundidade e da área tratada.
Por isso, o laser deve ser feito por médico experiente e com indicação correta.
Outros lasers
Outros lasers, como pulsed-dye laser, Nd, Er e outros, também aparecem na literatura como opções para verrugas recalcitrantes. Eles podem atuar destruindo vasos que nutrem a verruga, gerando dano térmico controlado ou removendo tecido infectado.
Alguns estudos mostram bons resultados, mas a disponibilidade, custo e experiência do serviço influenciam muito a escolha.
Na prática, o laser pode ser uma alternativa para casos selecionados, especialmente quando tratamentos convencionais falharam.
Crioterapia
A crioterapia com nitrogênio líquido não é exatamente uma cirurgia, mas é um procedimento destrutivo muito utilizado.
Ela congela a lesão e induz destruição do tecido infectado. Pode funcionar bem em verrugas comuns, mas muitas vezes exige várias sessões.
Nas verrugas plantares espessas e periungueais, a resposta pode ser limitada. Além disso, o tratamento pode causar dor, bolhas, alteração de cor e, raramente, cicatriz.
Bleomicina intralesional
A bleomicina intralesional é uma das opções mais importantes para verrugas recalcitrantes, especialmente plantares, periungueais e resistentes.
Ela é aplicada dentro da lesão e tem ação citotóxica, ajudando a destruir células infectadas. Estudos mostram boas taxas de resposta em verrugas difíceis, mas o procedimento pode ser doloroso e deve ser feito com técnica adequada.
Na prática, a bleomicina pode ser uma excelente alternativa quando a verruga já falhou a tratamentos mais simples, principalmente quando se deseja evitar uma cirurgia maior.
Imunoterapia intralesional
A imunoterapia intralesional busca estimular o sistema imune a reconhecer o HPV. Entre as opções estudadas estão antígenos como Candida, PPD, MMR, vitamina D e até vacina contra HPV em protocolos específicos.
Uma vantagem importante da imunoterapia é que ela pode ajudar não apenas a verruga tratada, mas também lesões à distância. Isso faz sentido quando o paciente tem múltiplas verrugas.
No entanto, nem todas essas opções estão disponíveis em todos os serviços, e algumas ainda têm uso off-label ou dependem de protocolos específicos.
Vacina contra HPV pode ajudar em verrugas recalcitrantes?
A vacina contra HPV foi criada para prevenção de doenças relacionadas ao HPV, especialmente algumas lesões genitais e cânceres associados a tipos específicos do vírus.
No entanto, estudos e relatos recentes sugerem que ela pode ajudar em alguns casos de verrugas cutâneas recalcitrantes. A hipótese é que a vacina possa estimular uma resposta imune cruzada contra alguns tipos de HPV envolvidos nas verrugas de pele.
Ainda assim, esse uso deve ser visto como uma possibilidade em casos selecionados, não como garantia de cura. O dermatologista deve discutir expectativas, benefícios, limitações e custo.
Quando combinar tratamentos?
Combinar tratamentos pode ser a melhor estratégia em verrugas recidivantes.
Por exemplo, uma verruga plantar espessa pode exigir desbastamento, procedimento destrutivo e medicamento intralesional. Já uma verruga periungueal pode exigir abordagem mais conservadora para evitar deformidade da unha. Em pacientes com múltiplas verrugas, a imunoterapia pode ser mais interessante que destruir uma lesão por vez.
Portanto, quando a verruga volta, o tratamento deve ser replanejado. Repetir a mesma técnica muitas vezes nem sempre é o melhor caminho.
Por que tratamentos caseiros podem piorar?
Tratamentos caseiros agressivos podem queimar a pele, causar feridas, infecção, cicatriz e espalhar o vírus por trauma local.
Além disso, quando o paciente usa produtos sem diagnóstico correto, pode atrasar o tratamento de outras doenças que imitam verrugas.
Por isso, se a lesão voltou após tratamento, cresceu ou não melhora, o ideal é procurar dermatologista antes de insistir em ácidos, fitas, cortes, alicates ou receitas caseiras.
O HPV pode voltar depois de anos?
Sim. O HPV pode ficar controlado por muito tempo e voltar em alguns pacientes. Também pode haver nova infecção por outro tipo de HPV ou reativação em uma área previamente infectada.
Isso acontece porque a relação entre HPV e imunidade é complexa. O vírus pode persistir silenciosamente, e a pele pode desenvolver nova verruga quando há trauma local, atrito, queda de imunidade ou predisposição individual.
Verruga genital que volta: o que fazer?
Quando o HPV volta na região genital, anal ou mucosa, a avaliação deve ser feita por médico. O tratamento pode envolver dermatologista, ginecologista, urologista, proctologista ou infectologista, conforme o caso.
Nessas regiões, o acompanhamento é importante porque alguns tipos de HPV têm relação com lesões precursoras e câncer. Além disso, a prevenção com vacina contra HPV e exames de rastreamento, quando indicados, fazem parte do cuidado.
O paciente não deve tratar lesões genitais com produtos usados para verrugas comuns sem orientação médica, porque a pele e as mucosas dessas áreas são mais sensíveis.
Como reduzir o risco de verrugas voltarem?
Não existe uma forma garantida de impedir a recidiva, mas alguns cuidados ajudam.
Evite cutucar, arrancar, lixar agressivamente ou manipular a verruga. Não compartilhe objetos de uso pessoal que possam traumatizar a pele. Proteja áreas de atrito. Trate fissuras, dermatites e feridas que facilitam a entrada do vírus. Além disso, siga o tratamento até o final e compareça aos retornos.
Quando há muitas verrugas ou recidivas frequentes, o médico pode considerar tratamentos que estimulam a resposta imune, além dos métodos destrutivos.
Verrugas recalcitrantes na Dermacenter Alto Vale
Na Dermacenter Alto Vale, avaliamos verrugas comuns, plantares, periungueais e recalcitrantes com atenção ao diagnóstico correto e à escolha do melhor tratamento.
Nos casos simples, tratamentos como crioterapia, ácidos, curetagem ou eletrocoagulação podem ser suficientes. Já nos casos resistentes, podemos considerar abordagens combinadas, como procedimentos cirúrgicos, eletrocoagulação, laser, infiltração de medicamentos como bleomicina e estratégias de imunomodulação quando indicadas.
O objetivo é tratar a lesão visível, reduzir o risco de recidiva e identificar quando o paciente precisa de investigação adicional por verrugas persistentes, múltiplas ou associadas a baixa imunidade.
Perguntas frequentes sobre verrugas que voltam
1. É normal tirar uma verruga e ela voltar?
Pode acontecer. A verruga pode voltar se o HPV persistir na pele, se a lesão foi tratada de forma superficial ou se o paciente tem predisposição a recidivas.
2. Por que as verrugas voltam?
As verrugas voltam porque o HPV pode permanecer em células da pele ao redor da lesão e porque a eliminação depende da resposta imunológica do paciente.
3. O que devo fazer se o HPV voltar?
Procure avaliação médica para confirmar o diagnóstico e definir uma nova estratégia. Em casos recidivantes, pode ser necessário combinar tratamentos.
4. Verruga que volta é sinal de imunidade baixa?
Nem sempre. Porém, verrugas extensas, múltiplas, persistentes por anos ou associadas a outras infecções podem justificar investigação imunológica.
5. Qual é o melhor tratamento para verruga que sempre volta?
Depende do local e do tipo da verruga. Entre as opções estão crioterapia, curetagem, eletrocoagulação, laser, bleomicina intralesional e imunoterapia. O melhor tratamento deve ser individualizado.
Agende sua avaliação
Se você já tirou uma verruga e ela voltou, ou se o HPV retorna com frequência, agende uma avaliação dermatológica.
Na Dermacenter Alto Vale, tratamos verrugas comuns, plantares, periungueais e recalcitrantes com estratégias individualizadas, incluindo procedimentos cirúrgicos, eletrocoagulação, infiltração de medicamentos e acompanhamento especializado.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individualizada.
Texto escrito e revisado por Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225
Dermacenter Alto Vale
Responsável técnico: Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225
Referências
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