Unhas
Unhas
As unhas são estruturas que refletem a saúde geral do organismo. Alterações na cor, espessura, textura, superfície ou crescimento podem indicar desde infecções localizadas até doenças sistêmicas que merecem investigação. A dermatologia é a especialidade responsável pelo diagnóstico e tratamento das doenças das unhas – tanto das mãos quanto dos pés – e a avaliação especializada é fundamental para diferenciar condições que se parecem visualmente, mas têm causas e tratamentos completamente distintos, como micose, psoríase ungueal, líquen plano, trauma repetitivo ou alterações por uso prolongado de esmaltes e produtos químicos.
Entre as condições mais frequentes estão a onicomicose – infecção fúngica que provoca espessamento, descolamento e alteração da cor da unha – a unha encravada, a psoríase ungueal, que pode causar depressões puntiformes, onicólise e manchas amareladas, e o líquen plano ungueal, que em casos mais avançados pode levar à destruição permanente da lâmina. Lesões pigmentadas nas unhas, como faixas escuras ou manchas que surgem sem causa aparente, também merecem avaliação dermatológica cuidadosa, pois em alguns casos podem representar lesões que exigem investigação mais aprofundada.
Na Dermacenter Alto Vale, as doenças das unhas são avaliadas com exame clínico dermatológico detalhado, podendo incluir dermatoscopia da lâmina ungueal – a onicoscopia – exame micológico e cultura quando há suspeita de infecção fúngica, e biópsia quando necessário. O tratamento é direcionado à causa identificada. A consulta é indicada para quem apresenta unhas espessadas, descoladas, frágeis, com manchas, sulcos, depressões, faixas escuras, inflamação ao redor da unha ou qualquer alteração persistente que não melhora com cuidados habituais.
A lesão ungueal pode ser causada por doenças sistêmicas ou por fatores externos, como traumas e infecções.
A resistência das unhas é resultado principalmente do alto conteúdo de aminoácidos que contém enxofre (cisteína e metionina) e das ligações cruzadas de queratina. Apesar de ser uma estrutura rígida, possui uma grande permeabilidade à água, sendo até dez vezes maior que a epiderme, por isso, pessoas que mantêm contato frequente e prolongado nas mãos com a água apresentam distrofias ungueais.
As unhas das mãos crescem em média 3mm ao mês, e a dos pés 1mm. Devido a esse lento crescimento, o tratamento das unhas pode levar meses para se obter um resultado visível.
É uma causa comum e exclusiva das unhas das mãos. Queixa frequente de consultório, especialmente nas mulheres. Está relacionada a um defeito no cimento intercelular que mantém os queratinócitos da placa ungueal aderidos. Outro fator associado ao seu desenvolvimento é um conteúdo lipídico reduzido na lâmina ungueal desses pacientes, o que leva a uma maior perda de água e consequente ressecamento e fragilização das unhas.
Diversas patologias podem se apresentar com alterações ungueais. Elas podem ser exclusivas das unhas ou fazer parte de um conjunto de manifestações. Por isso a importância de uma avaliação completa com dermatologista, para avaliar todas as possibilidades diagnósticas através de um exame físico completo. Alguns exemplos: Líquen plano ungueal, doença de Darier, alopécia areata, doenças da tireoide, medicamentos, traumatismos e uso de calçados apertados.
Alguns cuidados que devemos ter com as unhas: – Evitar a imersão prolongada em água; – Evitar o contato com detergentes; – Usar luvas de algodão dentro das luvas de borracha, reduzindo a umidade excessiva causada pela oclusão da luva; – Usar removedores de esmalte, e no máximo, uma vez por semana; – Não usar acetona; – Manter as unhas curtas.
Ocorre quando as dobras laterais das unhas exercem pressão sobre o tecido periungueal criando inflamação, edema e formação de granulomas no local.
As principais causas são a hipercurvatura transversa constitucional da unha, dedos muito largos ou desviado em valgo (tortuosidade do hálux em direção aos dedos menores). O indivíduo pode ter um formato ungueal que predisponha ao encravamento da unha que, quando associado a fatores precipitantes como medicamentos, uso de sapatos apertados e traumas sobre a lâmina ou matriz ungueal, desencadeia o processo inflamatório.
O tratamento é essencialmente cirúrgico, o uso de órteses pode trazer melhora temporária, mas a recidiva é muito comum.
Diversas abordagens podem ser realizadas e devem ser avaliadas caso a caso. Não é raro pacientes que já tenham se submetidos a mais de um procedimento, com pouca resposta. Casos recidivantes necessitam de procedimentos mais complexos, incluindo remoção de osteófitos ósseos e de tecido periungueal excedente.
São graves alterações da hipercurvatura transversa da unha. A curvatura da unha se estende para as porções distais do dedo, literalmente “pinçando” a extremidade distal do dedo.
O tratamento é eminentemente cirúrgico. É necessária uma avaliação prévia com exames de imagem, pois geralmente existem projeções ósseas que devem ser removidas no mesmo tempo cirúrgico para evitar recidivas.