Lentigo maligno melanoma: mancha na face pode ser câncer

Lentigo maligno melanoma: mancha na face pode ser câncer

lentigo maligno melanoma é um tipo de melanoma relacionado ao dano solar crônico, mais comum em áreas como face, nariz, bochechas, orelhas, couro cabeludo e pescoço. Ele costuma começar como uma mancha irregular, de crescimento lento, em pessoas com pele clara e histórico de muita exposição solar ao longo da vida.

Tecnicamente, existe uma diferença importante: lentigo maligno é um melanoma in situ, ou seja, restrito à camada mais superficial da pele. Quando esse tumor invade a derme, passa a ser chamado de lentigo maligno melanoma ou melanoma tipo lentigo maligno.

Apesar de crescer lentamente, ele não deve ser ignorado. O lentigo maligno pode permanecer anos como uma mancha aparentemente “inofensiva”, mas pode evoluir para melanoma invasivo. Além disso, como costuma surgir em pele muito danificada pelo sol, suas bordas podem ser difíceis de enxergar, o que torna o tratamento mais desafiador.

Por que esse tema é importante em Rio do Sul e Santa Catarina?

Em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, e em toda Santa Catarina, vemos muitos pacientes com dano solar acumulado, pele clara, descendência europeia e histórico de trabalho ou lazer ao ar livre. Esse perfil aumenta o risco de câncer de pele e torna o diagnóstico precoce ainda mais importante.

O lentigo maligno aparece justamente nesse cenário: pele clara, envelhecida pelo sol, com manchas solares, sardas, ceratoses actínicas e histórico de exposição solar por muitos anos.

Por isso, uma mancha no rosto que cresce lentamente, escurece, muda de cor ou retorna após cauterizações precisa de avaliação dermatológica cuidadosa. Muitas vezes, o paciente já tratou a área como “mancha”, “queratose”, “feridinha” ou “casquinha”, mas a lesão volta porque o problema real era um melanoma in situ mal delimitado.

O que é lentigo maligno?

lentigo maligno é uma forma de melanoma in situ. Isso significa que as células malignas estão na epiderme, a camada mais superficial da pele, sem invasão da derme.

Ele geralmente surge em áreas de dano solar crônico. A face é o local mais comum, especialmente bochechas, nariz, região periocular, orelhas e fronte. Também pode aparecer no couro cabeludo, sobretudo em pessoas com calvície ou cabelo ralo.

Como cresce devagar, o paciente pode conviver com a mancha por anos antes de procurar atendimento.

Lentigo maligno é câncer?

Sim. Lentigo maligno é câncer de pele, mais especificamente uma forma inicial de melanoma.

A diferença é que, no lentigo maligno, o melanoma ainda está restrito à epiderme. Quando ele invade a derme, o risco muda, e o diagnóstico passa a ser lentigo maligno melanoma.

Portanto, não é apenas uma “mancha de idade” ou uma “sarda do sol”. Ele exige diagnóstico correto e tratamento adequado.

O que é lentigo maligno melanoma?

lentigo maligno melanoma acontece quando o lentigo maligno deixa de ser apenas in situ e passa a invadir a derme.

A partir desse momento, o laudo anatomopatológico deve informar dados importantes, como a espessura de Breslow, ulceração, índice mitótico, margens e outros fatores prognósticos.

Essas informações definem o risco, a margem cirúrgica, a necessidade de estadiamento e o acompanhamento.

Lentigo maligno melanoma tem cura?

Sim, muitos casos têm alta chance de cura quando diagnosticados cedo e tratados de forma adequada.

O lentigo maligno in situ costuma ter excelente prognóstico quando removido completamente. Já o lentigo maligno melanoma invasivo depende da profundidade do tumor, medida pelo Breslow, e de outros fatores do laudo.

Quanto mais cedo o diagnóstico, menor tende a ser a cirurgia, menor o risco e melhor o resultado funcional e estético.

Por que o lentigo maligno demora para ser diagnosticado?

O diagnóstico pode atrasar por vários motivos.

Primeiro, o crescimento costuma ser lento. O paciente enxerga a mancha como parte do envelhecimento da pele.

Além disso, a lesão surge em áreas cheias de outras manchas solares. Assim, uma mancha suspeita pode se misturar com lentigos solares, melasma, ceratoses actínicas pigmentadas e sardas.

Outro ponto importante: o lentigo maligno pode ter áreas marrons, pretas, acinzentadas, avermelhadas, rosadas ou até esbranquiçadas. Algumas apresentações quase não parecem melanoma.

Por fim, procedimentos anteriores, como cauterizações, crioterapia ou lasers feitos sem biópsia, podem mascarar a lesão e atrasar o diagnóstico.

Lentigo maligno facial: onde costuma aparecer?

lentigo maligno facial costuma aparecer em áreas com muita exposição ao sol:

Bochechas.

Nariz.

Orelhas.

Região ao redor dos olhos.

Fronte.

Têmporas.

Lábio superior.

Couro cabeludo em pessoas calvas.

Pescoço.

Essas regiões têm grande importância estética e funcional. Por isso, o tratamento precisa remover todo o tumor, mas também preservar o máximo possível de tecido saudável.

Como é a aparência do lentigo maligno?

O lentigo maligno geralmente aparece como uma mancha plana, irregular, de crescimento lento, com tons variados de marrom, castanho, preto, cinza, rosado ou avermelhado.

As bordas podem ser mal definidas. A cor pode variar dentro da mesma lesão. Algumas áreas ficam mais escuras, enquanto outras parecem clarear.

Com o tempo, a mancha pode aumentar, ficar mais assimétrica, escurecer em pontos específicos ou desenvolver uma área elevada. Quando surge uma parte palpável, endurecida, grossa, sangrante ou ulcerada, o dermatologista deve suspeitar de invasão.

Lentigo maligno fotos: por que comparar imagens pode enganar?

Muitas pessoas pesquisam “lentigo maligno fotos” ou “melanoma lentigo maligno fotos” para comparar com uma mancha no rosto.

As fotos ajudam a entender padrões, mas não fecham diagnóstico.

O lentigo maligno pode parecer uma mancha solar comum. Também pode imitar melasma, ceratose actínica pigmentada, lentigo solar, queratose seborreica plana, mancha pós-inflamatória ou até eczema.

Além disso, uma foto não mostra extensão microscópica. A parte visível pode ser menor do que a área real do tumor.

Portanto, fotos educam, mas não substituem dermatoscopia e biópsia.

Como diferenciar lentigo maligno de lentigo simples?

lentigo simples ou lentigo solar costuma ser uma mancha benigna, mais uniforme, estável e sem crescimento progressivo suspeito.

O lentigo maligno tende a ser mais irregular, assimétrico, com várias tonalidades e crescimento lento, porém contínuo. Ele também pode ter áreas cinza, pontos escuros, bordas mal definidas e alterações ao redor dos folículos.

Na prática, o dermatologista usa dermatoscopia para diferenciar essas lesões. Quando existe dúvida, a biópsia define o diagnóstico.

Dermatoscopia no lentigo maligno

A dermatoscopia ajuda muito no diagnóstico.

No lentigo maligno, o dermatologista pode observar achados como pigmentação assimétrica, estruturas romboidais, pigmentação ao redor de folículos, aberturas foliculares obliteradas, pseudorrede acinzentada, padrão anular-granular e áreas com cores diferentes.

Esses sinais não aparecem todos em todos os casos. Por isso, a experiência do examinador conta muito.

Em lesões extensas, a dermatoscopia também ajuda a escolher o melhor local para biópsia.

Biópsia: por que ela é tão importante?

A biópsia confirma o diagnóstico.

Como o lentigo maligno geralmente é grande e fica na face, nem sempre o médico retira tudo logo no primeiro momento. Em muitos casos, ele faz uma biópsia incisional, shave amplo ou amostragem da área mais suspeita.

No entanto, a biópsia parcial tem uma limitação: ela pode mostrar lentigo maligno in situ em uma parte da lesão, enquanto outro ponto da mesma mancha já tem componente invasivo.

Por isso, o tratamento cirúrgico com avaliação completa do material tem grande valor. Ele permite confirmar se havia apenas melanoma in situ ou se já existia lentigo maligno melanoma invasivo em alguma área.

Por que cauterizar sem biópsia pode ser perigoso?

Muitos pacientes com lentigo maligno relatam história de cauterização, crioterapia, laser ou tratamento de “mancha” antes do diagnóstico.

Isso acontece porque a lesão pode parecer uma mancha solar ou queratose. Porém, quando o procedimento destrói a superfície sem exame anatomopatológico, o médico perde a chance de confirmar o diagnóstico.

Além disso, se o tumor não for removido completamente, ele pode recidivar e continuar se espalhando de forma subclínica.

Por isso, manchas faciais irregulares, progressivas, recidivantes ou com múltiplas cores não devem ser simplesmente cauterizadas sem diagnóstico.

Lentigo maligno tem espalhamento subclínico

Esse é um dos pontos mais importantes.

O lentigo maligno pode se espalhar além da mancha visível a olho nu. Chamamos isso de extensão subclínica.

Em outras palavras, a pele aparentemente normal ao redor pode conter células do melanoma in situ. Isso explica por que cirurgias convencionais com margens pequenas podem deixar tumor residual.

Esse comportamento torna o lentigo maligno diferente de uma pinta bem delimitada. Ele exige planejamento cuidadoso, especialmente na face.

Por que a cirurgia convencional pode exigir margens amplas?

A cirurgia convencional retira a lesão com uma margem padronizada e envia o material para análise. O problema é que, em tumores mal delimitados, a margem visível pode não representar a margem real.

No lentigo maligno, margens de 5 mm frequentemente não bastam. Estudos citados nas revisões mostram que muitos casos exigem margens maiores para atingir alta taxa de remoção completa.

Quando não se usa controle completo de margens, o cirurgião pode precisar ampliar a margem para 1 cm ou mais. Na face, isso pode gerar defeitos maiores e reconstruções mais complexas.

Por isso, quando disponível, preferimos técnicas com controle mais preciso das margens.

Tratamento do lentigo maligno

O tratamento de escolha é cirúrgico.

A cirurgia tem uma vantagem fundamental: remove a lesão e permite analisar o tecido no microscópio. Isso confirma as margens e ajuda a identificar componente invasivo oculto.

Tratamentos não cirúrgicos podem ter papel em pacientes que não têm condições clínicas para cirurgia ou em situações muito específicas. Porém, eles não oferecem a mesma segurança diagnóstica, porque não analisam toda a peça.

Slow Mohs para lentigo maligno

Na Dermacenter Alto Vale, nosso tratamento de preferência para muitos casos de lentigo maligno é o slow Mohs, especialmente pela técnica de spaghetti.

Essa abordagem combina dois objetivos: controlar melhor as margens e preservar tecido saudável em áreas nobres da face.

Diferente da cirurgia convencional, que remove toda a lesão de uma vez com uma margem pré-definida, o slow Mohs permite mapear as margens de forma progressiva, usando cortes em parafina, que são mais adequados para lesões melanocíticas.

O que é slow Mohs?

Slow Mohs é uma forma de cirurgia com controle microscópico de margens em etapas.

O termo “slow” vem do fato de que a análise não acontece imediatamente em congelação, como no Mohs tradicional para carcinoma basocelular ou espinocelular. Em vez disso, o material passa por processamento em parafina, o que permite melhor avaliação histológica em melanomas e lesões melanocíticas.

O paciente realiza a etapa cirúrgica, o material segue para o laboratório, e a reconstrução definitiva ocorre quando as margens estão livres.

O que é a técnica de spaghetti?

A técnica de spaghetti recebe esse nome porque o cirurgião retira uma faixa fina e alongada de pele ao redor da lesão, parecida com um “espaguete”.

Essa faixa periférica é dividida em segmentos, mapeada e enviada para análise anatomopatológica. Se algum segmento mostra tumor, o cirurgião retira uma nova faixa além daquele ponto. O processo continua até definir um perímetro livre de tumor.

Só depois disso, o médico remove a área central e realiza a reconstrução.

Por que a técnica de spaghetti é útil no lentigo maligno?

A técnica ajuda a descobrir a verdadeira extensão do tumor antes da reconstrução.

Isso é especialmente útil na face, onde cada milímetro importa. Em vez de retirar uma margem muito ampla de início, a técnica procura identificar onde realmente existe tumor e onde a margem já está livre.

Assim, ela busca equilibrar segurança oncológica, preservação de tecido saudável e melhor planejamento reconstrutivo.

Como é feita a técnica de spaghetti na prática?

Primeiro, o dermatologista confirma o diagnóstico por biópsia e avalia a lesão com exame clínico e dermatoscopia.

Depois, marca a lesão visível e desenha uma faixa fina ao redor da área suspeita, geralmente alguns milímetros além da borda clínica.

Em seguida, remove essa faixa periférica, divide em segmentos orientados e envia para análise histológica. A pele pode ser suturada nessa etapa.

Se a margem vier positiva em algum segmento, o cirurgião amplia apenas naquele local. Quando todos os segmentos estão livres, ele remove o centro da lesão e planeja a reconstrução.

Spaghetti, slow Mohs e resultado oncológico

O objetivo do slow Mohs pela técnica de spaghetti não é apenas “tirar a mancha”. O objetivo é remover todo o melanoma, incluindo a extensão microscópica que não aparece a olho nu.

O artigo da técnica de spaghetti avaliou 21 pacientes com melanomas lentiginosos, incluindo 16 lentigos malignos e 5 melanomas acral lentiginosos. O estudo encontrou controle local de 95,24% em seguimento mediano de aproximadamente 25 meses, embora os próprios autores reconheçam que o número de casos e o tempo de seguimento limitam conclusões definitivas.

Mesmo com bons resultados, o seguimento precisa ser longo, porque o lentigo maligno pode recidivar tardiamente.

Por que não fazer apenas laser ou pomada?

Laser, cauterização e procedimentos destrutivos não permitem analisar toda a lesão no microscópio. Isso pode deixar um componente invasivo oculto sem diagnóstico.

O imiquimode pode ser usado em situações selecionadas, geralmente quando a cirurgia não é possível ou como tratamento adjuvante em casos específicos. No entanto, ele é uso off-label para essa finalidade e exige acompanhamento rigoroso.

A radioterapia também pode entrar como opção quando a cirurgia não é viável, especialmente em pacientes com alto risco cirúrgico.

Mesmo assim, quando o paciente tem condições clínicas, a cirurgia com controle de margens oferece maior segurança.

Lentigo maligno pode voltar?

Pode.

A recidiva pode acontecer quando células tumorais permanecem além da margem tratada. Como o lentigo maligno tem extensão subclínica, esse risco existe mesmo após procedimentos aparentemente adequados.

Além disso, muitas recidivas aparecem tarde, depois de 5 anos. Por isso, o acompanhamento deve ser prolongado.

O paciente precisa entender que tratar bem não significa abandonar o seguimento.

Lentigo maligno CID

O CID pode variar conforme o diagnóstico final e o sistema usado.

Quando o laudo mostra melanoma in situ, o enquadramento costuma seguir códigos de melanoma in situ da pele, conforme a localização.

CID D03 (Melanoma in situ): Quando a lesão está restrita à camada superficial da pele.

Quando há componente invasivo, o código muda para melanoma maligno da pele, também conforme a região anatômica.

CID C43 (Melanoma maligno da pele): Caso o lentigo maligno já tenha evoluído para a forma invasiva (melanoma em lentigo maligno)

Na prática, o CID deve ser definido pelo médico responsável de acordo com o laudo anatomopatológico, localização e registro clínico.

O que aparece no laudo anatomopatológico?

O laudo pode informar se a lesão é lentigo maligno, melanoma in situ tipo lentigo maligno ou lentigo maligno melanoma invasivo.

Quando há invasão, o laudo deve detalhar dados importantes, como:

Espessura de Breslow.

Ulceração.

Índice mitótico.

Margens.

Subtipo histológico.

Regressão.

Invasão linfovascular.

Invasão perineural.

Microssatélites, quando presentes.

Esses dados definem os próximos passos.

Quando o lentigo maligno vira lentigo maligno melanoma?

Ele vira lentigo maligno melanoma quando as células malignas ultrapassam a epiderme e invadem a derme.

Clinicamente, isso pode ser suspeitado quando uma mancha plana desenvolve área elevada, endurecida, palpável, ulcerada, sangrante ou com textura mais grossa.

No entanto, apenas o exame anatomopatológico confirma a invasão.

Melanoma tipo lentigo maligno é agressivo?

Ele costuma ter crescimento inicial lento, mas pode se tornar perigoso quando invade.

Enquanto permanece in situ, o risco de metástase é extremamente baixo. Porém, quando surge componente invasivo, o prognóstico passa a depender do Breslow e dos demais fatores do melanoma.

Por isso, tratar cedo evita que um tumor de crescimento lento se transforme em um problema mais grave.

Como é o acompanhamento após o tratamento?

O acompanhamento deve ser prolongado.

O dermatologista examina a cicatriz, a pele ao redor e o restante do corpo. Também avalia novas manchas, pintas e sinais de dano solar.

Pacientes que tiveram lentigo maligno ou melanoma têm risco maior de desenvolver novos cânceres de pele. Portanto, a prevenção e o seguimento fazem parte do tratamento.

Como prevenir lentigo maligno e outros cânceres de pele?

A prevenção começa com fotoproteção diária.

Use protetor solar de amplo espectro nas áreas expostas. Reaplique quando houver suor, água ou exposição prolongada. Use chapéu de aba larga, óculos com proteção UV e roupas com proteção solar.

Evite queimaduras solares e bronzeamento artificial.

Além disso, faça avaliação dermatológica periódica, especialmente se você tem pele clara, muitas manchas, histórico de câncer de pele ou exposição solar acumulada.

Tratamento de lentigo maligno em Rio do Sul

Dermacenter Alto Vale, em Rio do Sul, avalia manchas suspeitas, lentigo maligno, melanoma e câncer de pele com exame clínico, dermatoscopia, biópsia e planejamento cirúrgico.

Nosso tratamento de preferência para muitos casos de lentigo maligno é o slow Mohs pela técnica de spaghetti, quando indicado. Essa abordagem permite mapear margens, reduzir risco de tumor residual e planejar reconstrução com maior segurança.

A clínica está localizada em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, região com alta frequência de câncer de pele por dano solar acumulado, pele clara e exposição solar ao longo da vida.

Atendemos pacientes de toda a região

Atendemos pacientes de Rio do Sul, Ituporanga, Taió, Ibirama, Presidente Getúlio, Pouso Redondo, Trombudo Central, Agronômica, Laurentino, Lontras, Aurora, Braço do Trombudo e outras cidades de Santa Catarina.

Em casos selecionados, a teleconsulta pode ajudar na organização inicial do caso. Por meio dela, podemos revisar exames, avaliar fotos clínicas, orientar documentação necessária e programar a cirurgia para que o paciente venha a Rio do Sul com a estadia melhor planejada.

A confirmação diagnóstica, a indicação cirúrgica e o tratamento definitivo dependem de avaliação médica individualizada.

Perguntas frequentes sobre lentigo maligno melanoma

1. O que é lentigo maligno?

Lentigo maligno é uma forma de melanoma in situ que surge em pele com dano solar crônico, principalmente na face de pessoas mais velhas.

2. Lentigo maligno é câncer?

Sim. Lentigo maligno é melanoma in situ. Ele é uma forma inicial de câncer de pele e deve ser tratado.

3. Lentigo maligno melanoma tem cura?

Muitos casos têm alta chance de cura quando diagnosticados cedo e removidos completamente. Quando já existe invasão, o prognóstico depende do Breslow e de outros dados do laudo.

4. Lentigo maligno pode parecer uma mancha comum?

Sim. Ele pode parecer lentigo solar, melasma, queratose actínica pigmentada ou mancha de idade. Por isso, manchas faciais irregulares e progressivas devem ser avaliadas.

5. Qual o melhor tratamento para lentigo maligno?

Quando possível, o tratamento preferencial é cirúrgico. Em muitos casos de face, técnicas com controle completo de margens, como slow Mohs e técnica de spaghetti, oferecem maior segurança.

6. Por que não apenas cauterizar a lesão?

Porque cauterização destrói tecido sem avaliar toda a lesão no microscópio. Isso pode mascarar melanoma, deixar margens positivas e atrasar o diagnóstico de componente invasivo.

7. O que é a técnica de spaghetti?

É uma técnica cirúrgica em que o médico remove uma faixa fina de pele ao redor da lesão para mapear as margens antes de retirar a área central e reconstruir.

8. Lentigo maligno pode voltar depois da cirurgia?

Pode. Algumas recidivas são tardias, inclusive após 5 anos. Por isso, o acompanhamento prolongado é essencial.

Agende sua avaliação

Se você tem uma mancha irregular na face, uma lesão que cresce lentamente, uma área já cauterizada que voltou ou um laudo de lentigo maligno, agende uma avaliação dermatológica.

O diagnóstico precoce e o controle adequado das margens fazem diferença no tratamento do lentigo maligno melanoma.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individualizada.

Texto escrito e revisado por Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225
Dermacenter Alto Vale
Responsável técnico: Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225

Referências

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Gaudy-Marqueste C, Perchenet AS, Taséi AM, Madjlessi N, Magalon G, Richard MA, Grob JJ. The “spaghetti technique”: An alternative to Mohs surgery or staged surgery for problematic lentiginous melanoma. Journal of the American Academy of Dermatology. 2011.

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