Psoríase em crianças: sintomas, fotos e tratamento

Psoríase em crianças: sintomas, fotos e tratamento

psoríase em crianças é uma doença inflamatória da pele que pode assustar os pais pela presença de manchas vermelhas, descamação e placas que aparecem no corpo, couro cabeludo, unhas, palmas, plantas ou dobras. Apesar da aparência, a psoríase não é contagiosa e tem tratamento.

Em muitas crianças, as lesões causam menos coceira do que a dermatite atópica. Isso ajuda na diferenciação, mas não é uma regra absoluta. Algumas crianças com psoríase podem coçar, sentir ardência, dor, fissuras ou desconforto, principalmente quando há lesões em couro cabeludo, dobras, mãos, pés ou região genital.

O diagnóstico correto é essencial, porque psoríase infantil pode ser confundida com alergia, dermatite atópica, dermatite seborreica, micose, candidíase, impetigo, pitiríase rósea e outras doenças. Por isso, quando uma criança apresenta manchas persistentes, descamativas ou recorrentes, o ideal é procurar avaliação com dermatologista.

Ilustração adaptada dos critérios diagnósticos da psoríase em crianças, mostrando lesões no couro cabeludo, ouvido, umbigo, cotovelos, joelhos e virilha.
Critérios clínicos que podem ajudar no diagnóstico da psoríase pediátrica, incluindo vermelhidão e descamação no couro cabeludo, conduto auditivo externo, umbigo, placas bem delimitadas no corpo, cotovelos, joelhos, região crural e história familiar. Ilustração criada por inteligência artificial no ChatGPT 5.5, adaptada da Figura 4 de Burden-Teh et al., 2022.

O que é psoríase em crianças?

A psoríase é uma doença inflamatória imunomediada. Isso significa que o sistema imunológico participa da inflamação da pele, levando à multiplicação acelerada das células cutâneas e ao surgimento de placas avermelhadas e descamativas.

Ela pode envolver pele, unhas e articulações. Também pode ter relação com fatores genéticos, imunológicos e ambientais.

Embora muita gente pense que psoríase é uma doença apenas de adultos, ela também pode aparecer na infância. O artigo de revisão usado como base relata prevalência pediátrica global aproximada de 1% e idade média de início entre 7 e 10 anos.

Psoríase dá em crianças?

Sim. Psoríase dá em crianças.

Ela pode surgir em bebês, crianças pequenas, escolares e adolescentes. No entanto, a apresentação pode ser diferente da psoríase do adulto.

Na infância, as placas podem ser mais finas, menos descamativas e, às vezes, mais difíceis de reconhecer. Também podem aparecer em locais que confundem com outras doenças, como face, dobras, região das fraldas, couro cabeludo, umbigo e área genital.

Por isso, o diagnóstico exige atenção aos detalhes.

Psoríase em crianças tem cura?

A psoríase é considerada uma doença crônica. Portanto, não costumamos falar em “cura definitiva”.

No entanto, isso não significa falta de controle. Muitas crianças conseguem ficar longos períodos com a pele bem, poucas lesões ou até sem lesões aparentes, dependendo do tipo de psoríase, gravidade, gatilhos e tratamento.

O objetivo do tratamento é controlar inflamação, reduzir placas, melhorar qualidade de vida, aliviar sintomas, prevenir crises e acompanhar possíveis manifestações em unhas e articulações.

Por que a psoríase infantil assusta?

Ela assusta porque as manchas podem ser vermelhas, visíveis e descamativas.

Muitos pais pensam em alergia, infecção, micose ou doença contagiosa. Além disso, quando as lesões aparecem no rosto, couro cabeludo, mãos ou pés, o impacto emocional pode ser grande para a criança e para a família.

Outro ponto importante é o ambiente escolar. Crianças com doenças de pele visíveis podem sofrer comentários, constrangimento ou bullying. Por isso, além de tratar a pele, é importante acolher a criança, explicar que a doença não é contagiosa e orientar a família.

Sintomas de psoríase em crianças

Os sintomas variam conforme o tipo de psoríase e a localização.

Os sinais mais comuns incluem placas vermelhas, descamação, pele mais grossa, lesões no couro cabeludo, descamação atrás das orelhas, lesões em cotovelos e joelhos, manchas em dobras, alterações nas unhas, fissuras em mãos e pés e, em alguns casos, dor ou sensibilidade.

A coceira pode ocorrer, mas geralmente não é tão intensa quanto na dermatite atópica. Essa diferença ajuda, mas não deve ser usada sozinha para diagnosticar.

Psoríase em crianças fotos: por que não basta comparar imagens?

Muitos pais pesquisam por psoríase em crianças fotos para tentar entender se as lesões do filho parecem com psoríase.

As imagens podem ajudar a levantar uma suspeita, mas não confirmam diagnóstico. A mesma mancha vermelha e descamativa pode representar psoríase, dermatite atópica, micose, dermatite de contato, dermatite seborreica, candidíase ou outra doença.

Além disso, a psoríase infantil pode ser menos típica do que a do adulto. Em alguns casos, o médico precisa examinar a pele, unhas, couro cabeludo, dobras, histórico familiar e evolução das lesões para definir o diagnóstico.

Como diferenciar psoríase de dermatite atópica?

Essa é uma dúvida muito comum.

dermatite atópica costuma causar coceira intensa, pele seca, crises recorrentes, lesões em dobras, histórico de rinite, asma ou alergias e muita irritação pelo ato de coçar.

Já a psoríase costuma formar placas mais bem delimitadas, avermelhadas, com descamação, frequentemente em couro cabeludo, cotovelos, joelhos, região lombar, umbigo, unhas, palmas, plantas e áreas de atrito.

Na prática, porém, as duas doenças podem se parecer. O artigo de revisão destaca que há diagnósticos diferenciais amplos na infância e que, em algumas situações, pode haver sobreposição de características entre psoríase e dermatite atópica.

Por isso, quando há dúvida, o dermatologista deve avaliar.

Psoríase ou alergia: como saber?

Nem toda mancha vermelha em criança é alergia.

Alergias e dermatites costumam coçar bastante, podem ter relação com contato com produtos, alimentos, roupas, suor, sabonetes, perfumes, cremes ou medicamentos. Já a psoríase tende a ser mais persistente, recidivante e descamativa, muitas vezes com placas bem delimitadas.

Outro sinal que ajuda é a localização. Lesões no couro cabeludo, atrás das orelhas, cotovelos, joelhos, umbigo, unhas, palmas e plantas podem levantar suspeita de psoríase.

Mesmo assim, a diferenciação nem sempre é simples. O tratamento errado pode mascarar a doença e atrasar o controle adequado.

Tipos de psoríase em crianças

A psoríase pediátrica pode aparecer de várias formas.

A forma mais comum é a psoríase em placas. O artigo descreve que ela representa a apresentação mais frequente na infância. Também podem ocorrer psoríase inversa, psoríase da área da fralda, psoríase gutata, psoríase pustulosa, psoríase palmoplantar, psoríase ungueal e psoríase eritrodérmica.

Alguns tipos são leves. Outros exigem avaliação rápida, principalmente quando há acometimento extenso, febre, pustulose, dor, alteração importante do estado geral ou suspeita de doença sistêmica associada.

Psoríase em placas na infância

A psoríase em placas costuma formar manchas ou placas vermelhas com descamação.

Nas crianças, as placas podem ser menos espessas e menos descamativas do que nos adultos. Podem aparecer em cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombar, umbigo, face, dobras e região genital.

Essa forma pode ser persistente e alternar períodos de melhora e piora.

Psoríase gutata em crianças

A psoríase gutata aparece com várias lesões pequenas, em forma de gotas, espalhadas pelo tronco, braços e pernas.

Muitas vezes surge após infecção de garganta por estreptococo ou outro processo infeccioso.

Ela pode ter início mais abrupto e assustar pela quantidade de manchas. Em alguns casos, melhora com o tempo; em outros, pode evoluir ou se repetir.

A avaliação médica é importante para investigar gatilhos e decidir tratamento.

Psoríase capilar em crianças

psoríase capilar em crianças acomete o couro cabeludo.

Pode causar descamação, placas vermelhas, caspas grossas, crostas aderidas e lesões que ultrapassam a linha de implantação dos cabelos. Algumas crianças apresentam descamação atrás das orelhas ou na nuca.

Ela pode ser confundida com dermatite seborreica, caspa, micose do couro cabeludo ou alergia a produtos capilares.

O tratamento deve ser adaptado à idade e à tolerância da criança. Shampoos, loções e medicamentos tópicos podem ajudar, mas devem ser orientados pelo dermatologista.

Psoríase ungueal em crianças

psoríase ungueal em crianças pode atingir unhas das mãos ou dos pés.

As alterações incluem pequenos furinhos na unha, chamados de pitting, descolamento da unha, manchas amareladas semelhantes a “gota de óleo”, espessamento, fragilidade, alteração da superfície e acúmulo de material abaixo da unha.

O artigo relata que o acometimento ungueal pode ocorrer em 10% a 40% dos casos pediátricos.

É importante avaliar as unhas porque alterações ungueais podem se associar a maior risco de artrite psoriásica em alguns pacientes.

Psoríase plantar em crianças

psoríase plantar em crianças pode causar placas espessas, descamação, fissuras e dor ao caminhar.

Pode ser confundida com micose, ressecamento, dermatite de contato por calçados, eczema ou verrugas.

Quando atinge palmas e plantas, mesmo que a área total de pele seja pequena, o impacto funcional pode ser grande. A criança pode ter dificuldade para correr, brincar, calçar sapatos ou praticar esportes.

Por isso, mãos e pés são considerados áreas especiais na avaliação da gravidade.

Psoríase em dobras e área da fralda

Em bebês e crianças pequenas, a psoríase pode aparecer em dobras, região genital e área da fralda.

Nesses locais, a descamação pode ser menor por causa da umidade, e a pele pode parecer mais vermelha e brilhante.

Isso confunde com assadura, candidíase, dermatite irritativa e dermatite atópica.

Quando a “assadura” é persistente, não melhora como esperado ou aparece junto com lesões em outras áreas, é importante pensar em outros diagnósticos, incluindo psoríase.

Psoríase pode afetar articulações?

Sim. Embora seja menos comum em crianças do que em adultos, a psoríase pode se associar à artrite psoriásica.

Sinais de alerta incluem dor nas articulações, inchaço, rigidez ao acordar, dificuldade para andar, dor em calcanhares, dedos inchados, limitação para brincar ou queixa frequente de dor musculoesquelética.

O artigo destaca que a artrite psoriásica é uma das comorbidades relevantes na população pediátrica, embora não seja frequente em todos os casos.

Quando há sintomas articulares, o acompanhamento pode exigir integração com reumatologia pediátrica.

Psoríase infantil é contagiosa?

Não. Psoríase não é contagiosa.

A criança não transmite psoríase por toque, abraço, piscina, escola, roupas ou objetos.

Essa informação deve ser explicada para familiares, cuidadores e, quando necessário, para a escola. Reduzir preconceito faz parte do cuidado.

O que pode desencadear ou piorar psoríase em crianças?

A psoríase tem predisposição genética e participação do sistema imune, mas alguns gatilhos podem desencadear ou piorar crises.

Entre eles estão infecções, especialmente infecção estreptocócica de garganta, retirada abrupta de corticoide sistêmico, estresse, obesidade, trauma na pele, alguns medicamentos e inflamações associadas.

Nem sempre é possível identificar um gatilho claro. Ainda assim, a avaliação médica ajuda a reconhecer fatores modificáveis.

Como o dermatologista faz o diagnóstico?

Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico.

O dermatologista avalia a forma das lesões, locais acometidos, descamação, histórico familiar, presença de lesões nas unhas, couro cabeludo, umbigo, dobras, palmas, plantas e região genital.

O artigo de revisão, usado coo base para esse texto do blog, cita critérios diagnósticos pediátricos propostos por Burden-Teh, incluindo descamação e vermelhidão na linha de implantação dos cabelos, descamação no conduto auditivo externo, vermelhidão persistente no umbigo, placas bem delimitadas no corpo, lesões em região de fralda, placas em cotovelos e joelhos e história familiar de psoríase.

Quando há dúvida, pode ser necessário exame micológico, exames laboratoriais, avaliação de comorbidades ou biópsia de pele.

Precisa fazer biópsia?

Nem sempre.

A biópsia não é obrigatória na maioria dos casos típicos. Porém, pode ser indicada quando o diagnóstico é incerto, quando há suspeita de outra doença, quando o quadro é muito atípico ou quando não responde ao tratamento esperado.

Na infância, muitas doenças podem simular psoríase. Por isso, a decisão deve ser individualizada.

Como avaliar a gravidade?

A gravidade não depende apenas da quantidade de pele acometida.

O dermatologista avalia extensão, intensidade da vermelhidão, espessura das placas, descamação, sintomas, impacto na vida da criança, sono, escola, autoestima, atividades físicas, áreas especiais e presença de unhas ou articulações.

O artigo cita ferramentas como PASI, BSA, PGA, DLQI e, em crianças, o CDLQI, que mede o impacto da doença na qualidade de vida infantil. De forma geral, psoríase grave pode ser definida por PASI maior que 10, área corporal maior que 10%, DLQI maior que 10 ou crises pustulosas.

Além disso, face, couro cabeludo, mãos, pés, unhas e genitais podem justificar tratamento mais intenso mesmo com área menor.

Como tratar psoríase infantil?

O tratamento depende da idade, tipo de psoríase, localização, gravidade, sintomas, impacto na qualidade de vida, presença de artrite, doenças associadas e tratamentos já usados.

Em casos leves, hidratantes, cuidados gerais e medicamentos tópicos podem ser suficientes.

Em casos moderados a graves, pode ser necessário fototerapia, medicamentos sistêmicos ou imunobiológicos.

O ponto mais importante é que o tratamento deve ser escolhido pelo médico. A mesma pomada que ajuda uma lesão no cotovelo pode ser inadequada para rosto, dobra, genital ou área da fralda.

Medidas gerais e hidratação

A hidratação da pele faz parte do cuidado.

Emolientes ajudam a reduzir ressecamento, descamação, irritação e desconforto. Também podem melhorar a barreira cutânea e reduzir a necessidade de medicamentos mais fortes em alguns casos.

Além disso, é importante evitar trauma na pele, tratar infecções quando presentes, orientar peso saudável, atividade física, sono adequado e acompanhamento de comorbidades quando necessário.

Essas medidas não substituem o tratamento médico, mas ajudam no controle.

Corticoides tópicos

Os corticoides tópicos são tratamento de primeira linha em muitos casos de psoríase pediátrica.

Eles ajudam a reduzir inflamação, vermelhidão, espessura e descamação das placas.

No entanto, precisam ser usados com cuidado. Potência, tempo de uso e local de aplicação importam muito. O uso prolongado ou inadequado pode causar afinamento da pele, estrias e outros efeitos adversos.

Em face, dobras, região genital e área da fralda, o cuidado deve ser ainda maior.

Inibidores de calcineurina

Tacrolimo e pimecrolimo podem ser alternativas úteis em áreas sensíveis, como face, dobras e região genital, quando o médico julga adequado.

O artigo cita tacrolimo 0,03% para crianças acima de 2 anos, tacrolimo 0,1% para maiores de 16 anos e pimecrolimo 1% a partir de 3 meses, conforme indicação e contexto clínico.

Essas medicações ajudam a reduzir inflamação sem os mesmos riscos de atrofia cutânea dos corticoides, mas também precisam de prescrição e orientação.

Análogos da vitamina D

Análogos da vitamina D, como calcipotriol, podem ser usados em crianças maiores de 2 anos, muitas vezes em combinação com corticoides tópicos.

Eles ajudam a regular proliferação e diferenciação das células da pele.

Devem ser usados com orientação, evitando aplicação extensa ou inadequada, especialmente em crianças menores.

Queratolíticos e descamação

Alguns produtos ajudam a reduzir escamas e hiperqueratose.

A ureia em baixas concentrações pode ajudar na hidratação, barreira e descamação. O ácido salicílico pode ser usado como queratolítico, mas deve ser evitado em grandes áreas, altas concentrações ou crianças menores sem orientação, pelo risco de toxicidade.

Por isso, mesmo hidratantes e produtos aparentemente simples devem ser escolhidos conforme idade e área tratada.

Fototerapia

A fototerapia com UVB de banda estreita pode ser uma opção eficaz para psoríase moderada a grave, especialmente em placas e psoríase gutata.

Ela exige estrutura adequada, frequência de sessões, proteção ocular, controle de dose e acompanhamento dermatológico.

Nem toda criança é candidata. A decisão depende da idade, extensão, logística familiar, tipo de pele, gravidade e disponibilidade do serviço.

Medicamentos sistêmicos convencionais

Quando a psoríase é mais extensa, grave, pustulosa, eritrodérmica, palmoplantar importante, ungueal com impacto ou quando há falha dos tópicos, medicamentos sistêmicos podem ser considerados.

O artigo cita metotrexato, acitretina e ciclosporina.

O metotrexato é muito usado por custo, efetividade e experiência clínica, mas exige exames e acompanhamento.

A acitretina é um retinoide oral, não imunossupressor, útil em situações específicas, especialmente formas pustulosas ou hiperqueratóticas, mas tem limitações importantes, especialmente em meninas com potencial gestacional futuro.

A ciclosporina pode ser opção para controle rápido de casos graves ou pustulosos, mas exige monitoramento de pressão, rins, fígado e exames.

A escolha deve ser feita pelo dermatologista.

Imunobiológicos para psoríase em crianças

Os imunobiológicos são medicamentos modernos e direcionados para alvos específicos da inflamação da psoríase.

O artigo cita classes como anti-TNF, anti-IL-17, anti-IL-12/23 e anti-IL-23. Também menciona que terapias biológicas aprovadas para uso pediátrico demonstram bom perfil de segurança e eficácia superior a tratamentos convencionais em muitos cenários.

No Brasil, opções para psoríase pediátrica se expandiram nos últimos anos, especialmente para crianças a partir de 6 anos em determinados casos. O artigo destaca etanercepte, ixekizumabe, secuquinumabe, ustequinumabe e, mais recentemente, guselcumabe em faixas etárias específicas.

Essas medicações são de alto custo e exigem critérios médicos, exames prévios, atualização vacinal e acompanhamento.

Medicamentos pelo SUS e pelos convênios

Muitas medicações para psoríase, inclusive algumas de alto custo, podem estar disponíveis pelo SUS conforme critérios dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas.

O artigo destaca que, no sistema público brasileiro, o etanercepte é o biológico disponível para crianças a partir de 6 anos com psoríase moderada a grave, em situações específicas, como falha ou contraindicação a tratamentos convencionais.

Além disso, alguns medicamentos podem ser solicitados por convênios de saúde quando há indicação médica, documentação adequada, laudos, exames e critérios de gravidade.

Na prática, cada caso precisa ser avaliado. O relatório médico deve justificar diagnóstico, gravidade, tratamentos prévios, falhas, contraindicações e impacto na qualidade de vida.

Exames antes de tratamentos sistêmicos e biológicos

Antes de medicamentos sistêmicos ou biológicos, o dermatologista pode solicitar exames como hemograma, função hepática, função renal, sorologias, triagem para tuberculose, hepatites, HIV e outros conforme o caso.

Também é importante revisar vacinas.

O artigo destaca que vacinas não vivas podem ser administradas durante o tratamento, mas vacinas vivas ou atenuadas, como BCG, rotavírus, poliomielite oral, febre amarela, tríplice viral, varicela e dengue, geralmente devem ser planejadas antes do início da imunossupressão, conforme orientação médica.

Psoríase em crianças e qualidade de vida

A psoríase pode afetar muito mais do que a pele.

Crianças podem sentir vergonha, evitar roupas curtas, piscina, esportes, festas, escola ou contato social. Também pode haver bullying, ansiedade, tristeza, irritação e impacto na rotina da família.

O artigo reforça o conceito de prejuízo cumulativo ao longo da vida. Quanto mais cedo a doença começa e quanto maior a gravidade, maior pode ser o impacto em escola, relações, autoestima e desenvolvimento.

Por isso, tratar bem não é vaidade. É cuidado de saúde.

O que os pais não devem fazer?

Não use pomadas fortes sem prescrição.

Não trate toda lesão como alergia.

Não use antibióticos ou antifúngicos sem diagnóstico.

Não suspenda corticoide sistêmico de forma abrupta quando usado por outro motivo sem orientação médica.

Não esconda as lesões com produtos irritantes.

Não faça tratamentos caseiros agressivos.

Não espere a criança sofrer meses por vergonha ou medo do diagnóstico.

O melhor caminho é confirmar a causa e escolher o tratamento adequado.

Quando procurar dermatologista?

Procure dermatologista se a criança tem manchas vermelhas e descamativas persistentes, lesões no couro cabeludo, descamação atrás das orelhas, placas em cotovelos e joelhos, lesões no umbigo, unhas com furinhos ou descolamento, fissuras em mãos ou pés, lesões em dobras ou região da fralda que não melhoram, ou histórico familiar de psoríase.

Também procure avaliação se houver dor articular, inchaço, rigidez, febre, pustulose, pele muito extensa acometida ou impacto importante na vida da criança.

Psoríase em crianças na Dermacenter Alto Vale

Na Dermacenter Alto Vale, avaliamos crianças e adolescentes com suspeita de psoríase, dermatite atópica, alergias, micoses, dermatite seborreica, alterações de unhas, psoríase capilar, palmoplantar e outras doenças inflamatórias da pele.

O atendimento busca diferenciar psoríase de outras condições, medir gravidade, orientar a família e indicar tratamento adequado conforme idade, localização, impacto e segurança.

Quando há indicação de tratamentos de alto custo, podemos auxiliar com avaliação médica, exames, documentação e relatório para convênio ou para acesso conforme critérios do SUS.

A Dermacenter Alto Vale atende pacientes de Rio do Sul, Ibirama, Ituporanga, Pouso Redondo, Taió, Presidente Getúlio, Laurentino, Lontras, Trombudo Central, Agronômica, Aurora e todo o Alto Vale do Itajaí.

Perguntas frequentes sobre psoríase em crianças

1. Psoríase em crianças tem cura?

A psoríase é uma doença crônica, mas tem tratamento e pode ficar muito bem controlada. Muitas crianças passam longos períodos com poucas lesões ou sem lesões aparentes.

2. Psoríase em crianças coça?

Pode coçar, mas geralmente a coceira é menor do que na dermatite atópica. Mesmo assim, algumas crianças têm coceira, dor, fissuras ou desconforto, especialmente em couro cabeludo, mãos e pés.

3. Como diferenciar psoríase de dermatite atópica?

A dermatite atópica costuma coçar muito e acometer dobras, com pele seca e histórico alérgico. A psoríase tende a formar placas mais bem delimitadas, descamativas, em couro cabeludo, cotovelos, joelhos, umbigo, unhas, palmas e plantas.

4. Psoríase em crianças é contagiosa?

Não. Psoríase não passa pelo toque, abraço, piscina, roupas ou convivência escolar.

5. Como tratar psoríase infantil?

Depende da gravidade e da localização. O tratamento pode incluir hidratantes, corticoides tópicos, inibidores de calcineurina, análogos da vitamina D, fototerapia, metotrexato, acitretina, ciclosporina ou biológicos em casos selecionados.

6. Psoríase capilar em crianças pode parecer caspa?

Sim. Pode causar descamação no couro cabeludo e ser confundida com caspa ou dermatite seborreica. A avaliação dermatológica diferencia.

7. Psoríase ungueal em crianças é comum?

Pode ocorrer. O artigo relata acometimento ungueal em 10% a 40% dos casos pediátricos, com furinhos, descolamento, espessamento e manchas nas unhas.

8. Criança pode usar biológico para psoríase?

Em casos moderados a graves e selecionados, sim. Existem imunobiológicos aprovados para faixas etárias pediátricas específicas, mas exigem critérios médicos, exames e acompanhamento.

9. Psoríase pode afetar o emocional da criança?

Sim. A doença pode causar vergonha, bullying, ansiedade, limitação social e impacto familiar. Por isso, o tratamento deve considerar qualidade de vida, não apenas a pele.

Agende uma avaliação

Se seu filho apresenta manchas vermelhas, descamação, lesões no couro cabeludo, unhas alteradas, placas em cotovelos, joelhos, dobras, palmas ou plantas, agende uma avaliação dermatológica.

A psoríase em crianças tem tratamento, mas o primeiro passo é confirmar o diagnóstico e diferenciar de alergias, dermatite atópica, micoses e outras doenças da pele.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individualizada.

Texto escrito e revisado por Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225
Dermacenter Alto Vale
Responsável técnico: Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225

Referência

Martinelli Salathiel AS, Secamilli EN, Maciel MG, Serrano JYM, Costa França AFE, Magalhães RF. Pediatric psoriasis: from immunogenetics to targeted therapies. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2026;101(4):501413.