Reconstrução nasal com pele da testa após câncer de pele
A reconstrução nasal com pele da testa pode ser indicada quando a retirada de um câncer de pele deixa um defeito grande ou profundo no nariz, especialmente na ponta ou na asa nasal. A técnica mais conhecida para esses casos é o retalho paramediano frontal, no qual uma faixa de pele da testa permanece temporariamente ligada à sua circulação sanguínea e é transferida para reconstruir o nariz.
Embora a aparência dessa cirurgia possa impressionar nas primeiras semanas, trata-se de uma técnica desenvolvida e aperfeiçoada ao longo de séculos. Hoje, ela permite reconstruir casos muito complexos, inclusive defeitos que envolvem não apenas pele, mas também cartilagem e revestimento interno do nariz. Uma revisão recente sobre reconstruções complexas destaca justamente a necessidade de pensar nessas diferentes camadas para restaurar forma e função nasal.
Por que usar pele da testa para reconstruir o nariz?
À primeira vista, pode parecer estranho retirar pele da testa para reconstruir o nariz. A escolha, porém, tem razões anatômicas importantes.
A pele da testa apresenta características que permitem uma boa adaptação à cobertura externa do nariz. Mais importante ainda, ela pode ser transferida mantendo uma circulação sanguínea muito confiável através de um pedículo vascular.
O retalho paramediano frontal moderno utiliza principalmente a artéria supratroclear como fonte de irrigação. Essa artéria tem localização relativamente previsível próxima à parte interna da sobrancelha e permite transportar tecido da testa até o nariz mantendo o fluxo sanguíneo durante o período inicial de cicatrização.
Uma publicação de revisão sobre a evolução dessa cirurgia descreve o retalho da testa como uma das técnicas fundamentais da reconstrução nasal e confirma que sua circulação principal se baseia na artéria supratroclear.
Uma técnica muito antiga que continua atual
A ideia de reconstruir o nariz utilizando pele da testa é muito antiga.
Descrições históricas remontam à Índia antiga, e por isso a técnica ficou conhecida durante muito tempo como método indiano de reconstrução nasal. Ao longo dos séculos, o desenho do retalho foi sendo modificado. Técnicas medianas, que utilizavam uma região mais central da testa, deram lugar progressivamente a desenhos paramedianos mais precisos e baseados no conhecimento da circulação sanguínea local.
O que mudou não foi apenas o formato do retalho.
A compreensão da anatomia vascular, da reconstrução das unidades do nariz, do uso de cartilagem e do planejamento em diferentes tempos cirúrgicos tornou a cirurgia moderna muito mais refinada.
Hoje não se trata simplesmente de “colocar pele sobre uma ferida”. O objetivo é reconstruir um nariz com contorno, suporte e função.
Em quais partes do nariz essa reconstrução é mais utilizada?
O retalho paramediano frontal tem especial utilidade em defeitos maiores e profundos do chamado nariz distal, principalmente ponta nasal e asa nasal.
Essas regiões possuem formas tridimensionais difíceis de reproduzir. A ponta precisa manter projeção e contorno. A asa nasal precisa conservar sua convexidade e, ao mesmo tempo, não pode retrair a ponto de comprometer a entrada de ar.
A publicação brasileira que serve de base técnica para este conteúdo descreve justamente a ponta e a asa nasal como as principais indicações do retalho frontal em defeitos complexos após Cirurgia Micrográfica de Mohs.
Isso não significa que todo câncer de pele do nariz precise dessa cirurgia.
Lesões pequenas podem permitir fechamento direto, cicatrização por segunda intenção, enxertos de pele ou retalhos locais menores. O retalho frontal costuma entrar no planejamento quando o defeito exige uma reconstrução mais robusta.
Reconstrução de asa nasal: por que pode ser tão complexa?
A asa nasal parece uma estrutura pequena, mas é formada por diferentes componentes.
Existe a pele externa, uma estrutura cartilaginosa que ajuda a manter a forma e o revestimento interno voltado para a cavidade nasal.
Quando o câncer de pele compromete apenas superficialmente a região, a reconstrução pode ser relativamente simples. Quando a retirada precisa atravessar todas essas camadas, temos um defeito de espessura total.
Nesse cenário, apenas colocar pele sobre a área pode não ser suficiente.
É preciso pensar no revestimento interno e, muitas vezes, reconstruir o suporte cartilaginoso para evitar retrações, deformidades e alterações da válvula nasal. Revisões contemporâneas sobre reconstrução nasal complexa reforçam que cobertura externa, suporte estrutural e revestimento interno precisam ser considerados em conjunto.
É possível utilizar cartilagem junto com a pele da testa?
Sim. Esse é um dos grandes diferenciais da técnica em reconstruções mais profundas.
A pele da testa fornece uma cobertura externa bem vascularizada, enquanto enxertos de cartilagem podem reconstruir ou reforçar a estrutura do nariz.
A cartilagem pode ajudar a manter a projeção da ponta, preservar o contorno da asa nasal e evitar o colapso de determinadas regiões durante a cicatrização.
No estudo de reconstruções realizadas após Cirurgia de Mohs que utilizamos como uma das bases técnicas deste conteúdo, 12 de 19 pacientes necessitaram de enxerto de cartilagem auricular.
A cartilagem da própria orelha é frequentemente útil porque pode fornecer formatos diferentes conforme a região utilizada. A literatura descreve funções estruturais importantes desses enxertos, como reduzir retrações, sustentar o tecido reconstruído e ajudar a preservar a passagem de ar.
Por isso, em uma reconstrução nasal de espessura total, o cirurgião pode trabalhar praticamente como se estivesse reconstruindo o nariz em camadas.
O que significa reconstrução de unidade anatômica do nariz?
O nariz não é uma superfície lisa e única.
Ele pode ser dividido em unidades e subunidades anatômicas, como ponta, asas, dorso, paredes laterais, columela e outras regiões.
Esse conceito tem importância porque as sombras naturais, curvas e transições entre essas áreas ajudam a esconder cicatrizes e definir a aparência do nariz.
Em determinados defeitos, principalmente quando uma grande parte de uma subunidade foi perdida, pode ser mais interessante reconstruir aquela unidade de maneira mais ampla em vez de simplesmente preencher exatamente o desenho irregular deixado pela retirada do tumor.
Esse princípio, chamado de princípio das subunidades nasais, faz parte do planejamento de reconstruções complexas. Entretanto, ele não é uma regra absoluta: a extensão precisa ser individualizada conforme o defeito e as características do paciente.
Por que a Cirurgia de Mohs pode ser especialmente útil antes de uma reconstrução nasal complexa?
Esse é um ponto extremamente importante.
Imagine realizar uma reconstrução de grande porte, utilizando pele da testa, eventualmente cartilagem e mais de um tempo cirúrgico, e depois descobrir que ainda existe câncer na margem da área reconstruída.
Isso pode comprometer todo o planejamento.
A Cirurgia Micrográfica de Mohs possui uma vantagem particularmente relevante nesses casos: a técnica permite examinar microscopicamente toda a margem periférica e profunda do tecido removido em cada estágio. Novas camadas são retiradas apenas onde houver persistência tumoral, até que as margens examinadas estejam livres.
Em outras palavras, quando uma reconstrução complexa será feita após Mohs, o cirurgião pode iniciar a reconstrução definitiva sabendo que as margens avaliadas microscopicamente naquele procedimento estão negativas.
Isso é muito diferente de realizar uma reconstrução extensa sobre uma área em que ainda existe dúvida oncológica.
Por isso, em cânceres de pele selecionados do nariz, associar controle completo das margens pela Cirurgia de Mohs a um planejamento reconstrutivo cuidadoso pode ser particularmente vantajoso.
Isso não significa que Mohs seja necessária para todo câncer de pele nasal. A indicação depende do tipo do tumor, subtipo histológico, tamanho, localização, limites clínicos, tratamentos anteriores e outros fatores.
Como funciona a primeira cirurgia?
Antes da cirurgia, o defeito nasal é analisado em três dimensões.
O cirurgião precisa considerar quanto de pele foi removido, quais subunidades foram atingidas, se existe perda de cartilagem e se o revestimento interno do nariz também precisa ser reconstruído.
Depois disso, cria-se um molde da área que receberá o tecido.
Esse desenho é transferido para a testa, respeitando a localização da artéria supratroclear. O retalho é então elevado mantendo sua conexão vascular e levado até o nariz.
Quando há necessidade, nessa mesma etapa podem ser realizados enxertos de cartilagem ou técnicas para reconstruir o revestimento interno. A descrição técnica clássica do procedimento mostra exatamente essa sequência de planejamento, reconstrução estrutural, elevação do retalho e transferência para o defeito nasal.
Saiba mais sobre a Cirurgia Micográfica de Mohs para o nariz: Cirurgia de Mohs no nariz: por que é uma das melhores opções para câncer de pele?
Por que a pele fica ligada à testa durante algumas semanas?
Porque ela precisa continuar recebendo sangue da artéria que alimenta o retalho.
Nos primeiros dias e semanas, a pele transferida ainda depende muito dessa circulação proveniente da testa.
Por isso, o pedículo permanece conectado temporariamente entre a testa e o nariz.
Com o passar das semanas, novos vasos sanguíneos se desenvolvem na região reconstruída. Quando existe segurança para separar o retalho de sua origem, realiza-se o próximo tempo cirúrgico.
É justamente essa etapa intermediária que torna a aparência pós-operatória inicial tão diferente de uma cirurgia convencional.
O paciente precisa conhecer essa fase antes da cirurgia para estar emocionalmente preparado e organizar suas atividades.
A reconstrução nasal é feita em duas ou três cirurgias?
Pode ser realizada em dois ou três tempos cirúrgicos, dependendo do defeito.
Na técnica em dois tempos, a primeira cirurgia transfere o retalho para o nariz. Geralmente cerca de três semanas depois ocorre a divisão do pedículo e o refinamento da reconstrução.
A série cirúrgica brasileira descreveu o segundo estágio habitualmente três a quatro semanas depois do primeiro. Quando um terceiro estágio era necessário, ele acontecia novamente cerca de três a quatro semanas depois.
Nos casos mais complexos, pode ser vantajoso realizar três etapas.
O tempo intermediário permite levantar parcialmente o retalho, retirar espessura em excesso, melhorar o contorno e trabalhar novamente a cartilagem antes da separação definitiva do pedículo.
Uma revisão publicada em 2024 destaca justamente o planejamento em três estágios para defeitos extensos, envolvendo múltiplas subunidades, cartilagem ou revestimento interno.
Já uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026 não encontrou evidência de que duas ou três etapas sejam universalmente superiores. A escolha deve ser individualizada conforme complexidade do defeito, necessidade de refinamento e fatores do paciente.
Por que fazer um terceiro tempo cirúrgico?
Porque uma boa reconstrução nasal não termina quando simplesmente conseguimos cobrir o defeito.
A pele da testa é naturalmente mais espessa do que algumas regiões do nariz.
Por isso, determinados pacientes se beneficiam de um refinamento adicional, no qual o cirurgião reduz cuidadosamente parte do volume do retalho e redefine os contornos da ponta ou da asa nasal.
Esse processo precisa respeitar a vascularização.
Afinar o retalho de forma excessiva ou precoce aumenta o risco de comprometimento vascular, e por isso o refinamento é planejado progressivamente.
A reconstrução nasal complexa é, portanto, melhor entendida como um processo, e não como um único ato cirúrgico.
Como fica a testa depois da retirada da pele?
Grande parte da área doadora pode ser aproximada com suturas.
Entretanto, na porção superior da testa, fechar toda a área sob muita tensão nem sempre é a melhor opção.
Por isso, pode permanecer uma pequena região aberta para cicatrização por segunda intenção, ou seja, o próprio organismo produz progressivamente tecido e pele nova sobre aquela área.
Isso está descrito tanto na técnica operatória quanto na experiência publicada com o retalho frontal.
Os autores também ressaltam que tentar fechar agressivamente toda a testa pode aumentar a morbidade. Quando existe muita tensão, permitir que uma pequena região cicatrize espontaneamente pode ser uma escolha mais adequada.
Com o passar dos meses, a cicatriz tende a amadurecer, embora nenhuma cirurgia possa prometer ausência de cicatriz.
Quanto tempo é necessário ficar afastado das atividades?
O período mais marcante costuma ser aquele entre a primeira cirurgia e a divisão do pedículo.
Embora algumas pessoas mantenham determinadas atividades, é importante lembrar que durante esse período existe uma conexão visível entre testa e nariz, além de curativos e cuidados pós-operatórios.
Em nossa rotina, para reconstruções desse porte, orientamos o paciente a se organizar para aproximadamente 30 dias de afastamento das atividades sociais e profissionais habituais, principalmente quando a aparência, o trabalho presencial ou esforço físico dificultam o retorno precoce.
Esse prazo não é uma regra para todos. Ele pode variar conforme profissão, tipo de reconstrução, evolução da cicatrização e condições individuais.
Cirurgia de reconstrução do nariz: qual o valor?
Essa é uma pergunta comum, mas não existe um valor único para uma reconstrução nasal.
Uma pequena reconstrução superficial é completamente diferente de uma reconstrução de espessura total da ponta ou da asa nasal.
O orçamento pode incluir retirada do câncer, análise de margens, Cirurgia de Mohs quando indicada, honorários médicos, centro cirúrgico, anestesista, hospital, materiais, enxertos de cartilagem e dois ou três tempos cirúrgicos.
Em reconstruções nasais complexas realizadas em ambiente hospitalar, com participação de anestesista e necessidade de múltiplas etapas, o custo particular total pode ultrapassar R$ 30 a 50 mil.
Esse valor deve ser entendido apenas como uma referência de ordem de grandeza para casos complexos, e não como preço fixo ou orçamento.
O custo definitivo somente pode ser determinado depois de avaliar o tumor, o defeito esperado, a necessidade de cartilagem, o número provável de etapas, o local da cirurgia e a estrutura hospitalar necessária.
A regulamentação atual do Conselho Federal de Medicina permite a divulgação de valores de consultas e serviços médicos, desde que a comunicação preserve o caráter responsável da atividade médica e não implique promessa de resultado.
Reconstrução de septo nasal é a mesma coisa?
Não.
A expressão reconstrução de septo nasal costuma se referir à reconstrução ou correção da estrutura interna que divide as duas cavidades do nariz.
O retalho paramediano frontal, por outro lado, é utilizado principalmente para reconstruir a cobertura externa do nariz.
Em uma reconstrução oncológica muito extensa, diferentes estruturas podem precisar ser tratadas simultaneamente, inclusive cartilagem e revestimento interno. Entretanto, isso não transforma automaticamente o procedimento em uma cirurgia de septo.
Essa diferença é importante porque pacientes pesquisando “reconstrução do nariz” encontram procedimentos muito distintos com o mesmo nome.
Quais são os riscos do retalho paramediano frontal?
Como qualquer cirurgia, existem riscos.
Entre as complicações descritas estão sangramento, infecção, abertura parcial da ferida, alterações cicatriciais, deformação de margens livres do nariz e perda parcial do retalho por comprometimento da circulação.
Na série de reconstruções após Cirurgia de Mohs utilizada como referência técnica neste conteúdo, as complicações foram descritas como pouco frequentes e tratáveis, mas houve casos de sangramento, infecção e necrose parcial do retalho.
Por isso, é incorreto apresentar a técnica como uma cirurgia simples ou prometer determinado resultado estético.
Planejamento, conhecimento anatômico, controle tumoral adequado, execução cuidadosa e acompanhamento pós-operatório são fundamentais.
Quando a reconstrução com pele da testa pode ser uma boa escolha?
Ela merece consideração principalmente quando o defeito nasal é grande, profundo ou envolve estruturas importantes da ponta ou da asa nasal.
Também pode ser útil em reconstruções nas quais é necessário adicionar cartilagem, reconstruir a cobertura externa e preservar o formato tridimensional do nariz.
A publicação brasileira sobre defeitos complexos após Cirurgia de Mohs concluiu que o retalho paramediano frontal é particularmente valioso em defeitos nasais extensos e profundos e destacou sua capacidade de restaurar contorno e projeção, especialmente quando associado a cartilagem.
A literatura recente continua considerando o retalho frontal paramediano uma das principais opções para reconstruções nasais complexas.
Reconstrução nasal após câncer de pele em Rio do Sul e no Alto Vale do Itajaí
O tratamento de um câncer de pele localizado no nariz não termina necessariamente com a retirada do tumor.
Em casos mais complexos, é preciso planejar conjuntamente controle oncológico e reconstrução.
Na Dermacenter Alto Vale, em Rio do Sul, pacientes com câncer de pele podem ser avaliados quanto ao tipo de tumor, localização, indicação cirúrgica e possibilidades de reconstrução.
Nos casos selecionados para Cirurgia Micrográfica de Mohs, a análise completa das margens durante o procedimento permite planejar a reconstrução somente depois de confirmar microscopicamente que as margens avaliadas estão livres.
Reconstruções menores podem ser realizadas com técnicas locais. Casos extensos podem exigir enxertos, retalhos de maior porte, reconstrução em etapas ou procedimentos em ambiente hospitalar.
O planejamento precisa ser individualizado.
Perguntas frequentes sobre reconstrução nasal
É possível reconstruir o nariz com pele da testa?
Sim. O retalho paramediano frontal transfere pele e tecido da testa para defeitos complexos do nariz mantendo temporariamente uma conexão vascular baseada principalmente na artéria supratroclear. É especialmente útil em defeitos maiores da ponta e da asa nasal.
Por que o retalho fica ligado entre a testa e o nariz?
Essa conexão contém os vasos sanguíneos responsáveis por nutrir o tecido nas primeiras semanas. Depois que a região reconstruída desenvolve circulação suficiente, o pedículo pode ser dividido em uma cirurgia posterior.
Quanto tempo depois é feita a segunda cirurgia?
Frequentemente a divisão ou o próximo estágio ocorre aproximadamente três semanas depois. O intervalo pode variar conforme a técnica, a cicatrização e a complexidade da reconstrução.
Toda reconstrução nasal precisa de três cirurgias?
Não. Algumas são planejadas em dois tempos e outras em três. Uma meta-análise publicada em 2026 encontrou resultados globais comparáveis entre as duas estratégias e reforçou que a escolha deve considerar as características do defeito e do paciente.
Pode ser necessário retirar cartilagem da orelha?
Sim. Em defeitos que perderam suporte estrutural, a cartilagem da orelha pode ajudar a reconstruir a asa ou a ponta nasal e preservar o contorno e a função da região.
Fica cicatriz na testa?
Sim. A região doadora deixa cicatriz. Grande parte costuma ser fechada diretamente, mas uma pequena área superior pode permanecer para cicatrização por segunda intenção quando o fechamento completo produziria tensão excessiva.
A Cirurgia de Mohs é obrigatória antes do retalho frontal?
Não. Entretanto, para determinados cânceres de pele de maior risco no nariz, a Mohs pode oferecer uma vantagem importante por permitir o exame completo das margens periféricas e profundas durante a cirurgia antes de iniciar uma reconstrução complexa.
Quanto custa uma cirurgia de reconstrução do nariz?
O valor depende da extensão. Em reconstruções complexas que envolvem hospital, anestesista, enxerto cartilaginoso e múltiplos tempos cirúrgicos, o custo total particular pode ultrapassar R$ 30 mil. Uma avaliação é necessária para determinar a técnica e elaborar um orçamento individual.
Avaliação para reconstrução nasal após câncer de pele
Quando um câncer de pele está localizado na ponta, asa ou outra região delicada do nariz, o planejamento precisa considerar duas perguntas igualmente importantes: como retirar completamente o tumor e como reconstruir adequadamente o defeito resultante?
Em tumores selecionados, a Cirurgia Micrográfica de Mohs permite controlar as margens antes da reconstrução. Para defeitos mais extensos, o retalho paramediano frontal pode oferecer tecido suficiente para restaurar a cobertura do nariz e permitir, quando necessário, a associação com cartilagem e reconstrução em diferentes etapas.
A Dermacenter Alto Vale, em Rio do Sul, conta com médicos especialistas em Dermatologia, com residência médica e atuação em câncer de pele, Cirurgia Dermatológica e reconstrução após tratamento oncológico.
Para reconstruções complexas, a avaliação deve ser presencial, pois tamanho, profundidade, localização e estruturas comprometidas interferem diretamente na escolha da técnica.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Diagnóstico e tratamento devem ser definidos após avaliação adequada de cada paciente.
Responsável técnico:
Dr. Timotio Dorn
Dermatologista — CREMESC 22594 | RQE 13225
Dermacenter Alto Vale
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