Enxerto de pele no nariz: quando é indicado e como cicatriza?

Enxerto de pele no nariz: quando é indicado e como cicatriza?

O enxerto de pele no nariz é uma técnica utilizada para reconstruir determinadas feridas quando não é possível ou não é desejável aproximar diretamente as bordas da pele. É particularmente útil após a retirada de alguns cânceres de pele, mas também pode ser utilizado depois de traumas e, mais raramente, na reconstrução de perdas de tecido provocadas por outras complicações.

A técnica consiste em retirar pele de outra região do próprio paciente e transferi-la para o defeito nasal. Ao contrário de um retalho, essa pele chega ao nariz sem circulação sanguínea própria e precisa desenvolver uma nova vascularização a partir da região que a recebe.

Por isso, escolher corretamente o defeito, preparar bem a região receptora e utilizar uma pele com características semelhantes são tão importantes quanto a execução da cirurgia.

Saiba mais sobre enxertos de pele: Enxerto de pele: como funciona, fases da cicatrização e quando ele pode falhar

Quando fazemos um enxerto de pele no nariz?

Na cirurgia dermatológica, uma das situações mais frequentes é a reconstrução após a retirada de um câncer de pele do nariz, principalmente carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular.

Em uma grande série de reconstruções nasais após Cirurgia Micrográfica de Mohs, os enxertos de pele de espessura total estiveram entre as técnicas reconstrutivas mais utilizadas.

Isso não significa que todo câncer de pele no nariz precise de enxerto.

Existem várias possibilidades: fechamento com pontos, cicatrização por segunda intenção, enxerto de pele, retalhos locais e, para defeitos maiores e profundos, reconstruções mais complexas.

A escolha depende principalmente do tamanho, profundidade, localização e suporte estrutural restante do nariz. A literatura sobre enxertos nasais ressalta que defeitos pequenos e superficiais são candidatos muito melhores a enxerto do que feridas profundas ou que perderam estruturas de sustentação.

Enxerto de pele de espessura total no dorso nasal com 10 dias de cicatrização
Pós-operatório de 10 dias de enxerto de pele de espessura total em todo o dorso nasal, no dia da retirada dos pontos.

Após câncer de pele

Essa provavelmente é a indicação mais frequente dentro da cirurgia dermatológica.

Depois de confirmar a retirada adequada do tumor, analisamos o defeito resultante e escolhemos a reconstrução.

Nos pacientes tratados com Cirurgia Micrográfica de Mohs, uma vantagem é poder planejar a reconstrução depois que as margens examinadas pelo método já estão livres de tumor.

Saiba mais sobre Cirurgia de Mohs: Como-é-feita-a-cirurgia-de-mohs

Após acidentes e traumatismos

Acidentes também podem retirar parte da cobertura da pele nasal.

Quando existe uma base adequadamente vascularizada e a estrutura do nariz está preservada, um enxerto pode participar da reconstrução.

Se o trauma também destruiu cartilagem, mucosa ou outras estruturas, a cirurgia pode exigir uma estratégia diferente e mais complexa.

Após complicações de preenchimentos

Essa é uma situação muito menos frequente, mas também pode acontecer.

Complicações vasculares relacionadas a preenchimentos injetáveis no nariz podem provocar sofrimento da pele e, em casos graves, necrose. Existem séries clínicas e relatos documentando perda cutânea nasal após oclusão vascular associada a preenchimentos.

A prioridade nesses casos é reconhecer e tratar precocemente a complicação. Quando já houve perda definitiva de tecido, posteriormente pode ser necessário discutir reconstrução.

Por que o nariz é uma região especial para enxertos?

O nariz parece pequeno, mas possui uma anatomia extremamente complexa.

Dorso, paredes laterais, ponta e asas nasais têm espessuras de pele, curvaturas e necessidades estruturais diferentes.

A pele dos dois terços superiores tende a ser mais fina. Já a pele da ponta e da asa nasal costuma ser mais espessa e apresentar maior quantidade de glândulas sebáceas.

Essa diferença interfere diretamente no planejamento.

Um enxerto de pele muito fina colocado em uma região naturalmente espessa pode permanecer perceptível. Da mesma maneira, um enxerto muito espesso sobre uma região fina pode criar uma diferença de contorno.

É por isso que usamos um princípio bastante intuitivo na reconstrução: substituir pele por outra pele que se pareça o máximo possível com aquela que foi perdida.

Quais são as melhores áreas para retirar a pele?

A área de onde retiramos a pele é chamada de área doadora.

Escolher essa região é uma das partes mais importantes do planejamento porque não basta que o enxerto sobreviva. Queremos também uma boa correspondência de cor, espessura e textura.

Pele na frente da orelha

A região pré-auricular, localizada imediatamente à frente da orelha, é uma das áreas que utilizamos com frequência.

Ela oferece uma pele relativamente fina e permite posicionar a cicatriz em uma região pouco evidente.

Um estudo especificamente voltado à seleção de áreas doadoras descreveu a pele pré-auricular como especialmente adequada para defeitos da pele mais fina do dorso e das paredes laterais do nariz.

Pele atrás da orelha

A região retroauricular, atrás da orelha, também pode fornecer pele para reconstruções faciais.

Uma vantagem prática é que a cicatriz da área doadora fica muito escondida.

A região apresenta pele relativamente fina e pode oferecer boa compatibilidade para determinados pacientes e defeitos.

A escolha entre pele anterior ou posterior à orelha não é automática. Cor, espessura, exposição solar e características individuais precisam ser comparadas antes da cirurgia.

E a pele da testa?

A testa pode fornecer um enxerto livre em situações selecionadas, especialmente quando precisamos de pele mais espessa.

Uma série recente mostrou resultados favoráveis utilizando pele frontal como área doadora para enxertos de espessura total do nariz, incluindo reconstruções da ponta nasal.

Entretanto, quando o paciente escuta falar em “pele da testa para reconstruir o nariz”, muitas vezes estamos falando de outra cirurgia: o retalho paramediano frontal.

Essa diferença é importante.

Enxerto de pele e retalho no nariz são a mesma coisa?

Não.

No enxerto, retiramos completamente a pele de sua região de origem. Ela chega ao nariz sem um vaso sanguíneo conectado e precisa adquirir nova circulação.

No retalho, a pele é movimentada mantendo sua própria vascularização.

Essa diferença modifica bastante as indicações.

Para algumas feridas pequenas e superficiais, um enxerto pode fornecer uma reconstrução simples e muito adequada. A própria literatura descreve bons resultados com enxertos de espessura total em defeitos nasais cuidadosamente selecionados.

Em outras situações, um retalho permite trazer pele vascularizada, maior quantidade de tecido e melhor capacidade para reconstruir defeitos profundos.

Por isso, a pergunta não deveria ser apenas “enxerto ou retalho, qual é melhor?”. O mais importante é saber qual técnica combina melhor com aquele defeito específico.

Em quais áreas do nariz o enxerto costuma funcionar melhor?

O enxerto pode ser utilizado em praticamente todas as subunidades nasais quando existe uma indicação adequada, mas algumas situações são particularmente favoráveis.

Enxerto no dorso do nariz

O dorso nasal é uma localização clássica para enxertos de espessura total.

Isso acontece porque a superfície costuma ser relativamente plana e a pele, principalmente em pessoas mais idosas, pode ser fina.

A literatura médica considera tanto o dorso quanto a parede lateral regiões bastante adequadas para enxertos de espessura total.

Enxerto na parede lateral

A parede lateral também pode apresentar excelentes indicações para enxerto.

Em defeitos superficiais, a relativa planicidade da região facilita o contato entre a pele transferida e o leito receptor.

Esse contato é essencial para que os novos vasos consigam chegar ao enxerto.

Enxerto na ponta nasal

A ponta é mais complexa porque possui relevo tridimensional e pele frequentemente mais espessa.

Mesmo assim, enxertos podem funcionar bem em defeitos pequenos e superficiais cuidadosamente selecionados.

Um artigo de revisão mostra resultados tardios de reconstruções de ponta nasal com enxerto de espessura total, demonstrando melhora progressiva de cor e contorno ao longo dos meses.

Enxerto na asa nasal

A asa nasal merece atenção especial.

Em pequenos defeitos superficiais e com suporte preservado, o enxerto pode proporcionar um resultado muito bom.

Na minha experiência, essa é uma das situações em que um enxerto bem selecionado pode fornecer uma reconstrução bastante elegante.

Entretanto, quanto mais próximo da margem livre da narina e quanto mais profundo o defeito, maior o cuidado necessário.

Uma retração cicatricial nessa região pode elevar a asa, alterar seu contorno ou modificar a abertura nasal. A literatura alerta especificamente para esse risco em defeitos profundos próximos à margem alar.

O nariz precisa ter sustentação para receber um enxerto de pele?

Esse é um conceito central.

O enxerto de pele reconstrói cobertura, mas não cria sozinho uma estrutura rígida capaz de sustentar o nariz.

Se retiramos apenas pele e tecido superficial, mantendo cartilagem e suporte suficientes, o enxerto pode ser uma excelente solução.

Se o defeito removeu cartilagem e deixou a asa ou a ponta sem sustentação, simplesmente colocar pele sobre a área pode resultar em retração ou deformidade.

Uma coisa precisa ficar clara: defeitos que necessitam de reconstrução cartilaginosa devem ser considerados mais complexos, e o enxerto de pele isolado não costuma ser a reconstrução adequada.

É exatamente aqui que aparece outra pesquisa muito frequente: enxerto de cartilagem no nariz.

O que é enxerto de cartilagem no nariz?

O enxerto de cartilagem possui uma finalidade diferente do enxerto de pele.

A pele cobre. A cartilagem sustenta e dá forma.

Podemos utilizar cartilagem para preservar o contorno da asa nasal, impedir que a narina retraia, manter a projeção da ponta ou reconstruir estruturas que foram removidas juntamente com um câncer de pele.

Em reconstruções selecionadas da asa nasal, por exemplo, o suporte com cartilagem auricular pode ser associado a outras técnicas de cobertura para preservar forma e função.

Por isso, em uma reconstrução complexa, pele e cartilagem não competem entre si. Elas podem desempenhar papéis complementares.

De onde vem a cartilagem usada no nariz?

Depende de quanto suporte precisamos reconstruir.

Cartilagem da orelha

A orelha é uma excelente fonte de cartilagem para muitas reconstruções dermatológicas do nariz.

A sua curvatura natural é particularmente útil para reconstruções da asa nasal.

Além disso, podemos retirar cartilagem mantendo a forma externa da orelha em casos adequadamente planejados.

Cartilagem do próprio nariz

Quando existe cartilagem septal disponível e a cirurgia exige suporte estrutural, ela também pode ser utilizada em determinados tipos de reconstrução.

A possibilidade depende da cirurgia prévia do paciente, da quantidade disponível e do defeito que precisa ser reconstruído.

Enxerto de cartilagem de costela no nariz

Quando alguém pesquisa “enxerto de costela no nariz”, geralmente está entrando em um universo um pouco diferente daquele de um pequeno enxerto de pele após câncer cutâneo.

A cartilagem costal fornece uma quantidade maior de material estrutural e pode ser útil em reconstruções nasais extensas ou rinoplastias reconstrutivas complexas. Séries cirúrgicas descrevem seu uso justamente quando há necessidade de reconstruir uma estrutura nasal mais ampla.

Para um pequeno defeito superficial causado pela retirada de um câncer de pele, normalmente não é necessário chegar a esse nível de reconstrução.

Enxerto de testa no nariz é enxerto de pele?

Às vezes sim, mas frequentemente o termo é usado de maneira incorreta.

Quando alguém pesquisa “enxerto de testa no nariz” ou “enxerto nariz testa”, pode estar procurando informações sobre o retalho paramediano frontal.

Nesse procedimento, a pele da testa não é simplesmente retirada e colocada sobre o nariz.

Ela permanece temporariamente ligada à circulação através de um pedículo vascular e é transferida para a região nasal. Somente algumas semanas depois esse pedículo é separado.

Essa técnica é especialmente útil em reconstruções grandes e profundas da ponta e da asa nasal e pode ser combinada com cartilagem e reconstrução do revestimento interno. Grandes séries de reconstrução com retalho frontal mostram que cartilagem e reconstrução interna são frequentemente necessárias nos defeitos complexos.

Portanto, enxerto livre de pele e retalho da testa são cirurgias diferentes.

Como o enxerto de pele “pega” no nariz?

No final da cirurgia, o enxerto não possui uma artéria própria conectada.

Ele precisa sobreviver temporariamente utilizando nutrientes da superfície sobre a qual foi colocado.

Nas primeiras horas ocorre um fenômeno chamado embebição plasmática, em que o enxerto absorve líquidos e nutrientes provenientes da ferida.

Depois começam a surgir conexões entre os pequenos vasos do enxerto e os vasos do leito receptor.

Por volta das primeiras 48 horas, a inosculação e o processo de revascularização ganham importância.

Por isso, o enxerto precisa permanecer bem encostado na ferida.

Sangue, líquido ou movimentação entre as duas superfícies podem atrapalhar essa integração.

Por que colocamos um curativo pressionando o enxerto?

Frequentemente utilizamos um curativo compressivo fixado sobre o enxerto, conhecido como bolster.

Ele não serve simplesmente para proteger a cirurgia.

Sua função principal é manter o enxerto em contato uniforme com a região receptora, diminuindo espaços nos quais poderiam se acumular sangue ou líquido.

A publicação de referência enfatiza que o contato entre a superfície profunda do enxerto e o leito receptor é essencial para a vascularização e descreve o uso do bolster como parte importante da técnica.

É também por isso que os primeiros dias exigem cuidado para não deslocar o enxerto.

Enxerto no nariz volta à cor normal?

Essa provavelmente é uma das dúvidas mais importantes para o paciente.

A resposta curta é: a cor costuma melhorar muito durante a cicatrização, mas o enxerto não necessariamente ficará exatamente da mesma cor da pele original.

O enxerto muda bastante de aparência durante as primeiras semanas.

Inicialmente pode ficar muito branco ou pálido, justamente porque ainda não possui circulação completa.

Conforme novos vasos chegam, ele pode ficar mais escuro, arroxeado, rosado ou avermelhado.

Isso pode assustar quem observa a cirurgia diariamente no espelho.

Depois, ao longo das semanas e dos meses, a coloração tende a se tornar progressivamente mais estável.

Mesmo depois de cicatrizado, porém, o enxerto pode permanecer um pouco mais claro que a pele ao redor.

Em outros pacientes, pode existir um período em que o enxerto ou a região próxima fique mais rosada ou avermelhada durante a maturação da cicatriz.

Por isso, o resultado com uma semana não deve ser comparado ao resultado com seis meses.

As próprias fotografias clínicas apresentadas na publicação anexada mostram diferenças marcantes entre sete dias e nove meses após um enxerto de asa nasal.

Por que às vezes o enxerto parece estar pior antes de melhorar?

Porque sua cicatrização não é linear.

Um enxerto pode começar muito claro, depois ficar escuro e posteriormente clarear.

Também pode ocorrer epidermólise superficial, quando a camada mais externa do enxerto se desprende.

Em enxertos mais espessos, a epiderme pode descamar e dar ao paciente — e até ao médico menos familiarizado com esse processo — a impressão de que o enxerto foi perdido, quando estruturas mais profundas continuam viáveis.

Por isso, não se deve retirar crostas, puxar pele aparentemente solta ou manipular agressivamente a área sem orientação médica.

Quanto tempo demora para o enxerto no nariz cicatrizar?

A integração vascular começa nos primeiros dias, mas isso não significa que o resultado esteja pronto.

Nas primeiras semanas ocorre a consolidação da cicatrização.

Depois, durante meses, continuam mudanças de cor, textura, espessura e contorno.

A publicação anexada apresenta resultados de enxertos nasais avaliados com seis, nove e dez meses, ilustrando como o aspecto pode continuar melhorando muito depois do período inicial da cirurgia.

Portanto, quando o assunto é enxerto nasal, é útil separar três conceitos: o enxerto “pegar”, a ferida cicatrizar e o resultado amadurecer. São momentos diferentes do processo.

O enxerto de pele no nariz pode não pegar?

Sim.

Como qualquer enxerto, existe possibilidade de perda parcial ou total.

Entre os fatores que podem prejudicar sua sobrevivência estão contato inadequado com o leito receptor, formação de hematoma, infecção, movimentação, baixa vascularização e algumas condições clínicas do paciente.

Tabagismo merece atenção especial porque a nicotina provoca vasoconstrição e pode prejudicar o aporte sanguíneo necessário para o enxerto. Diabetes e outras condições que interferem na cicatrização também precisam ser consideradas.

Uma pequena perda superficial não significa necessariamente que toda a reconstrução falhou.

A conduta depende da extensão e profundidade da área comprometida.

Quando o enxerto não é a melhor opção?

Um enxerto de pele não resolve todos os tipos de defeito nasal.

Quando a ferida é muito profunda, há perda importante de cartilagem, comprometimento do revestimento interno ou necessidade de reconstruir grandes volumes, outras técnicas podem ser mais adequadas.

A literatura técnica sugere particularmente bons resultados do enxerto de espessura total em defeitos pequenos e superficiais. Para defeitos maiores e profundos do terço inferior do nariz, retalhos locais, nasolabiais ou frontais frequentemente oferecem alternativas mais apropriadas.

Essa seleção é provavelmente mais importante para o resultado do que simplesmente escolher uma técnica porque ela parece mais simples.

Enxerto no nariz ou retalho: como decidimos?

A decisão começa examinando o defeito, não escolhendo previamente uma técnica.

Um pequeno defeito superficial da asa pode ficar muito bem com enxerto.

Outro defeito praticamente do mesmo tamanho, mas localizado na margem da narina e com perda de cartilagem, pode exigir reconstrução estrutural e retalho.

No dorso nasal, um enxerto pode adaptar-se muito bem a uma superfície relativamente plana.

Já uma grande perda da ponta nasal pode precisar de retalho paramediano frontal e cartilagem.

É por isso que dois pacientes com “câncer de pele no nariz” podem receber reconstruções completamente diferentes.

E o enxerto ósseo no nariz?

O enxerto ósseo no nariz também não deve ser confundido com enxerto de pele.

Enxertos ósseos e cartilaginosos estão relacionados principalmente à reconstrução da estrutura e sustentação nasal.

Eles podem fazer parte de algumas rinoplastias reconstrutivas, traumas ou defeitos muito extensos.

Para reconstruir uma pequena ferida superficial após a retirada de câncer de pele, normalmente estamos falando de cobertura cutânea — e não de reconstrução óssea.

Enxerto de pele no nariz depois da Cirurgia de Mohs

A Cirurgia Micrográfica de Mohs é especialmente utilizada em determinados cânceres de pele nasais porque permite examinar as margens do tumor durante a cirurgia.

Depois de obter margens livres, avaliamos o defeito definitivo.

Nesse momento podemos escolher entre cicatrização por segunda intenção, fechamento direto, retalhos ou enxerto de pele.

Em uma ampla análise de reconstruções nasais após Mohs, o enxerto de espessura total foi uma das estratégias mais utilizadas, mostrando como ele continua sendo uma ferramenta importante no tratamento do câncer de pele nasal.

A vantagem é que a reconstrução pode ser planejada levando em consideração o defeito real deixado após a retirada completa do tumor.

Perguntas frequentes sobre enxerto de pele no nariz

Enxerto de pele no nariz fica da mesma cor?

Pode se aproximar bastante, principalmente quando escolhemos uma área doadora com características semelhantes. Entretanto, não existe garantia de correspondência perfeita. O enxerto pode permanecer um pouco mais claro, mais rosado ou apresentar pequenas diferenças de textura mesmo depois da cicatrização.

É normal o enxerto ficar branco?

Sim, especialmente no início. Nas primeiras fases, o enxerto ainda não possui circulação própria estabelecida e pode parecer branco ou pálido. Posteriormente a cor pode escurecer à medida que ocorre revascularização.

É normal o enxerto do nariz ficar escuro?

Pode acontecer durante a cicatrização. Entretanto, uma área persistentemente preta e sem vitalidade também pode representar necrose e precisa ser examinada. Não é adequado determinar pela fotografia se um enxerto está perdido.

Quanto tempo leva para a cor do enxerto melhorar?

A mudança ocorre durante semanas e pode continuar por vários meses. Fotografias clínicas de acompanhamento mostram diferenças importantes entre o aspecto inicial e resultados observados seis a dez meses depois.

De onde é retirada a pele para um enxerto no nariz?

Região pré-auricular, retroauricular, pescoço e, em determinados casos, testa são algumas possibilidades. A escolha depende da região nasal a ser reconstruída e da correspondência de cor, textura e espessura.

Enxerto de cartilagem e enxerto de pele são iguais?

Não. O enxerto de pele serve principalmente para cobertura. A cartilagem é utilizada para sustentação e reconstrução estrutural. Em defeitos profundos, as duas estratégias podem até ser associadas.

Quando é preciso usar cartilagem da orelha?

Quando existe perda ou risco de perda de suporte estrutural, especialmente em algumas reconstruções da asa nasal. A indicação depende de profundidade, tamanho e localização do defeito.

Quando é usada cartilagem da costela no nariz?

A costela fornece quantidade maior de cartilagem e pode ser utilizada em reconstruções estruturais extensas e rinoplastias reconstrutivas complexas. Não costuma ser necessária em um pequeno defeito superficial de câncer de pele.

Pele da testa no nariz é enxerto?

Pode existir enxerto livre retirado da testa, mas muitas vezes o paciente está se referindo ao retalho paramediano frontal. Nesse retalho, a pele permanece temporariamente conectada à circulação da testa e é utilizada principalmente para reconstruções nasais maiores e mais profundas.

Avaliação para reconstrução do nariz após câncer de pele

Depois da retirada de um câncer de pele no nariz, não existe uma reconstrução ideal para todos os pacientes.

Um enxerto pode oferecer excelente resultado em um pequeno defeito superficial. Um retalho pode ser mais apropriado em outra região. Se houve perda de cartilagem, pode ser necessário reconstruir também a sustentação nasal.

Na Dermacenter Alto Vale, em Rio do Sul, a avaliação de pacientes com câncer de pele e defeitos cirúrgicos do nariz considera tanto o controle do tumor quanto as possibilidades de reconstrução.

Nos casos selecionados para Cirurgia Micrográfica de Mohs, a reconstrução é planejada depois da análise das margens durante o procedimento.

A avaliação para reconstrução nasal precisa ser presencial, pois profundidade, suporte cartilaginoso, qualidade da pele e localização exata do defeito não podem ser definidos adequadamente apenas por fotografia.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Diagnóstico e tratamento devem ser definidos após avaliação adequada de cada paciente.

Responsável técnico:
Dr. Timotio Dorn
Dermatologista — CREMESC 22594 | RQE 13225
Dermacenter Alto Vale