Câncer de pele Rio do Sul e Santa Catarina: alerta

Câncer de pele Rio do Sul e Santa Catarina: alerta

O câncer de pele em Rio do Sul e Santa Catarina merece atenção especial porque o estado apresenta uma das maiores incidências de câncer de pele do Brasil, especialmente melanoma. Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, está inserida em uma região com muitos fatores de risco: população de pele clara, descendência europeia, histórico de trabalho ao ar livre, exposição solar intensa e queimaduras solares repetidas ao longo da vida.

Na prática dermatológica, isso aparece com frequência: pacientes com feridas que não cicatrizam, casquinhas que caem e voltam, manchas suspeitas, pintas que mudam e lesões em áreas muito expostas ao sol, como rosto, nariz, orelhas, couro cabeludo, lábios, pescoço, dorso das mãos e antebraços.

A principal mensagem é simples: examinar a pele regularmente ajuda a diagnosticar o câncer de pele mais cedo, quando o tratamento costuma ser mais simples, seguro e eficaz.

Por que Santa Catarina tem tanto câncer de pele?

Santa Catarina reúne vários fatores que aumentam o risco de câncer de pele.

A presença de muitos descendentes europeus faz com que grande parte da população tenha pele clara, olhos claros, cabelos claros, sardas e maior sensibilidade ao sol. A pele clara tem menos melanina, que é uma proteção natural contra a radiação ultravioleta.

Além disso, o estado tem forte cultura de atividades ao ar livre, praia, rios, agricultura, construção civil, pesca, esporte e lazer sob o sol.

Outro ponto importante é histórico: por muitos anos, a cultura de proteção solar foi muito menor. Muitas pessoas que hoje têm mais de 50 ou 60 anos trabalharam ou se expuseram ao sol durante décadas sem protetor solar, chapéu adequado ou roupas de proteção.

Rio do Sul e Alto Vale: exposição solar no campo, nas obras e no lazer

Em Rio do Sul e no Alto Vale do Itajaí, a exposição solar não acontece apenas na praia. Ela está no dia a dia.

Trabalhadores da agricultura, construção civil, serviços externos, transporte, jardinagem, manutenção, esporte e atividades rurais recebem radiação ultravioleta de forma acumulada por muitos anos.

Esse dano solar crônico aumenta o risco de ceratoses actínicas, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. Também contribui para envelhecimento precoce da pele, manchas solares e lesões suspeitas.

Por isso, mesmo quem “não pega praia” pode ter alto risco de câncer de pele.

O problema das queimaduras solares no verão

Na nossa região, existe uma sazonalidade importante.

Durante o inverno, muitas pessoas reduzem a exposição solar intensa. Quando chega o verão, aumentam as atividades ao ar livre, banhos de rio, piscina, praia, trilhas, esportes, obras, lavoura e lazer em horários de sol forte.

Com isso, muitas pessoas se queimam. A queimadura solar, especialmente quando repetida ao longo da vida, é um fator importante para o risco de câncer de pele, incluindo melanoma.

O problema é que muita gente ainda usa protetor solar apenas quando vai à praia. Porém, o sol do dia a dia também conta: dirigir, caminhar, trabalhar na rua, cuidar da propriedade, andar de bicicleta, pescar, fazer obra ou permanecer em áreas abertas também expõe a pele.

A cultura do protetor solar ainda é recente

A fotoproteção diária ainda é um hábito recente para muitas famílias.

Durante décadas, era comum trabalhar no sol sem proteção. Também havia menos informação sobre câncer de pele, menos campanhas educativas e menor acesso a dermatologistas em algumas regiões.

Hoje, sabemos que o cuidado precisa ser diário. Protetor solar, chapéu de aba larga, óculos, roupas com proteção UV e evitar o sol mais intenso são medidas simples, mas muito importantes.

A prevenção não deve começar apenas depois que aparece uma ferida ou mancha suspeita.

Quais são os principais tipos de câncer de pele?

Os principais tipos de câncer de pele são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais comum.

Ele costuma aparecer como uma ferida que não cicatriza, uma lesão brilhante ou perolada, um nódulo com vasinhos, uma área avermelhada, uma casquinha que sangra ou uma lesão que cresce lentamente.

Raramente se espalha para outros órgãos, mas pode destruir tecidos ao redor se não for tratado. Isso é especialmente importante em áreas como nariz, pálpebras, lábios e orelhas.

Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma epidermoide, pode surgir como uma ferida, crosta grossa, lesão endurecida, verruga que cresce, machucado que não cicatriza ou área dolorida.

Ele está muito relacionado ao dano solar acumulado e pode surgir a partir de ceratoses actínicas.

Em algumas regiões, como lábios, orelhas, couro cabeludo, mãos e em pacientes imunossuprimidos, pode ter comportamento mais agressivo e maior risco de se espalhar.

Melanoma

O melanoma é menos comum que os carcinomas, mas é o tipo mais perigoso de câncer de pele.

Ele pode aparecer como uma pinta nova ou uma pinta antiga que muda. Também pode surgir como mancha escura irregular, lesão com várias cores, bordas irregulares, crescimento rápido, sangramento ou coceira.

O melanoma tem melhor prognóstico quando diagnosticado cedo. Por isso, pintas que mudam devem ser avaliadas rapidamente.

Quais sinais de câncer de pele precisam ser examinados?

Procure dermatologista se notar:

Ferida que não cicatriza.

Casquinha que cai e volta.

Lesão que sangra com facilidade.

Nódulo brilhante ou perolado.

Verruga que cresce.

Crosta grossa ou área endurecida.

Mancha áspera persistente.

Pinta que muda de cor, tamanho ou formato.

Lesão diferente das outras.

Ferida em lábio, orelha, nariz ou couro cabeludo.

O câncer de pele no início pode não doer. Por isso, esperar dor para procurar atendimento é um erro comum.

A regra do ABCDE para pintas suspeitas

A regra do ABCDE ajuda a identificar sinais suspeitos de melanoma.

A de assimetria: uma metade da pinta é diferente da outra.

B de bordas irregulares: contorno mal definido, recortado ou desigual.

C de cores variadas: presença de marrom, preto, vermelho, branco, azul ou cinza na mesma lesão.

D de diâmetro: pintas maiores ou que estão crescendo merecem atenção.

E de evolução: qualquer mudança ao longo do tempo é sinal de alerta.

Além do ABCDE, existe o sinal do “patinho feio”: uma pinta que parece diferente das demais deve ser examinada.

Por que fazer exame de pele em Rio do Sul?

O exame dermatológico permite identificar lesões suspeitas antes que se tornem maiores, mais profundas ou mais difíceis de tratar.

Durante a consulta, o dermatologista avalia áreas que o paciente nem sempre consegue examinar bem, como costas, couro cabeludo, orelhas, planta dos pés, entre os dedos e região posterior das pernas.

A dermatoscopia ajuda a observar estruturas da pele que não são vistas a olho nu. Quando necessário, a biópsia confirma o diagnóstico.

Para pacientes com muitas pintas, histórico de melanoma ou múltiplos cânceres de pele, pode ser indicado acompanhamento periódico com dermatoscopia digital e mapeamento corporal.

Quem tem maior risco de câncer de pele?

O risco é maior em pessoas com pele clara, olhos claros, cabelos claros, sardas, histórico de queimaduras solares, muitas pintas, histórico familiar de câncer de pele ou exposição solar intensa ao longo da vida.

Também merecem atenção pessoas que trabalham ao ar livre, pacientes imunossuprimidos, transplantados, pessoas que já tiveram câncer de pele e quem fez bronzeamento artificial.

Em Rio do Sul e Santa Catarina, muitos desses fatores são frequentes na população.

Como prevenir câncer de pele em Santa Catarina?

A prevenção precisa ser prática e constante.

Use protetor solar de amplo espectro todos os dias nas áreas expostas. Reaplique quando houver suor, água ou exposição prolongada.

Use chapéu de aba larga, óculos com proteção UV, roupas com proteção solar e procure sombra nos horários de maior radiação, especialmente entre 10h e 16h.

Trabalhadores rurais e da construção civil devem ter atenção especial. Protetor solar no rosto, orelhas, pescoço, braços e dorso das mãos, além de camisa adequada e chapéu, faz diferença ao longo dos anos.

Também é importante evitar bronzeamento artificial e queimaduras solares.

Câncer de pele tem cura?

Muitos casos de câncer de pele têm alta chance de cura quando diagnosticados e tratados cedo.

O carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, quando pequenos e iniciais, costumam ser tratados com cirurgia ou outros procedimentos dermatológicos. O melanoma também tem melhor prognóstico quando identificado em fase inicial.

Por outro lado, atrasar o diagnóstico pode aumentar o tamanho da cirurgia, o risco de cicatriz maior, a chance de recidiva e, em alguns tumores, o risco de metástase.

Tratamento do câncer de pele em Rio do Sul

O tratamento depende do tipo de câncer, localização, tamanho, profundidade, subtipo histológico, margens e risco do tumor.

As opções podem incluir cirurgia dermatológica convencional, cirurgia micrográfica de Mohs em casos selecionados, curetagem, eletrocoagulação, tratamentos tópicos, terapia fotodinâmica, radioterapia ou encaminhamento oncológico, conforme o caso.

Em áreas nobres da face, como nariz, pálpebras, lábios e orelhas, a cirurgia micrográfica de Mohs pode ser indicada porque permite controle microscópico das margens e preservação de tecido saudável.

Dermacenter Alto Vale: avaliação de câncer de pele em Rio do Sul

A Dermacenter Alto Vale, em Rio do Sul, atua na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de pele.

Realizamos avaliação dermatológica, dermatoscopia, biópsia de lesões suspeitas, retirada de pintas, tratamento de ceratoses actínicas, cirurgia dermatológica e cirurgia micrográfica de Mohs em casos selecionados.

A clínica está localizada na Rua Euclides da Cunha, 87, sala 308, Rio do Sul, SC, CEP 89167-002, no Edifício Almanara Medical Center, quase em frente ao Hospital Regional Alto Vale.

Atendemos pacientes de Rio do Sul e de toda a região do Alto Vale do Itajaí, incluindo Ituporanga, Taió, Ibirama, Presidente Getúlio, Laurentino, Agronômica, Trombudo Central, Pouso Redondo, Lontras, Aurora, Braço do Trombudo e cidades próximas.

Perguntas frequentes sobre câncer de pele em Rio do Sul e Santa Catarina

1. Santa Catarina tem muito câncer de pele?

Sim. Santa Catarina está entre os estados brasileiros com maior risco para câncer de pele, especialmente melanoma. Isso torna a prevenção e o diagnóstico precoce ainda mais importantes.

2. Rio do Sul tem risco aumentado para câncer de pele?

Rio do Sul está em uma região com muitos fatores de risco, como pele clara, descendência europeia, trabalho ao ar livre, exposição solar acumulada e queimaduras solares repetidas.

3. Câncer de pele sempre dói?

Não. Muitos cânceres de pele no início não doem. Eles podem aparecer apenas como ferida pequena, casquinha, pinta diferente, mancha ou lesão que sangra fácil.

4. Devo fazer exame de pele todo ano?

Para muitas pessoas, especialmente quem tem pele clara, muitas pintas, histórico de câncer de pele ou muita exposição solar, a avaliação dermatológica anual é recomendada. Em casos de maior risco, o intervalo pode ser menor.

5. Qual sinal mais importante para procurar dermatologista?

Ferida que não cicatriza, pinta que muda, lesão que sangra, casquinha que volta sempre ou mancha diferente das demais devem ser avaliadas.

Agende sua avaliação

Se você mora em Rio do Sul ou em Santa Catarina e tem pintas, manchas, feridas que não cicatrizam ou histórico de exposição solar intensa, agende uma avaliação dermatológica.

Examinar a pele é uma das formas mais importantes de diagnosticar câncer de pele cedo e tratar com mais segurança.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individualizada.

Texto escrito e revisado por Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225
Dermacenter Alto Vale
Responsável técnico: Dr. Timotio Dorn — CREMESC 22594 | RQE 13225

Referências

Instituto Nacional de Câncer. Estimativas de casos novos de câncer em Santa Catarina.

Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Dezembro Laranja: CEPON reforça a importância da prevenção do câncer de pele.

AMUCC / NSC DC. Proporcionalmente, SC tem maior índice de câncer de pele do Brasil.

Ministério da Saúde. Câncer de pele.